Críticas

Filmes com críticas.

• Título Original: Ace in the Hole
• Direção: Billy Wilder
• Roteiro: Billy Wilder, Walter Newman, Lesser Samuels
• Gênero: Drama
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 111 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês/Latin
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Preto e Branco
• Tamanho: 1,64 GB
• Qualidade: 1080p – MP4
IMDb
Trailer

 

Charles Tatum (Kirk Douglas), é um repórter que aceita um emprego num pequeno jornal do Novo México. O trabalho é bastante monótono, até que ele encontra um homem preso numa mina. Ele vislumbra a possibilidade de, ao prolongar a permanência do mineiro dentro dos escombros, a chance de se tornar famoso.

 

TORRENT 


Comentário:

Billy Wilder foi, sem dúvidas, um dos cineastas mais influentes da história do cinema americano – e um dos mais ativos da Era de Ouro. Somente na década de 50, ele foi responsável por obras do nível de: Crepúsculo dos Deuses (1950), O Pecado Mora ao Lado (1955), Quanto Mais Quente Melhor (1959) e Se Meu Apartamento Falasse (1960), além do filme em questão A Montanha dos Sete Abutres; e isso só pra citar os mais relevantes, pois o diretor realizou diversos outros filmes de qualidade indiscutível ao longo de sua carreira. Talvez apenas a sua presença seria necessária pra dar ao filme um tom forte e expressivo, mas o fato é que ele é bem amparado pelo elenco afiado, que inclui Kirk Douglas em uma de suas interpretações mais clássicas, e também uma equipe técnica em sintonia com suas idéias, destacando a trilha sonora de Hugo Friedhofer e a fotografia de Charles Lang, além da boa montagem de Arthur P. Schmidt. Todos os envolvidos estavam em sintonia com a ideia de Wilder, e isso acrescentou ainda mais beleza a um filme que já tinha tudo para ser maravilhoso.

A história começa com Charles Tatum (Kirk Douglas, irretocável) chegando na pequena cidade de Albuquerque, Novo México, e entrando no jornal local “The Sun Bulletin”. Lá, ele diz ao editor-chefe que é um grande jornalista, vindo de grandes jornais do Leste, ou, segundo ele, um repórter de US$250 semanais -Porém, o Sr. Boot, dono do jornal, oferece à Charles apenas US$50 semanais, valor o qual ele acaba aceitando por falta de opções. Charles não pretende ficar no jornal, ele apenas espera um furo de reportagem que o leve de volta ao topo, algo grande, com bastante exposição, e para isso o inescrupuloso Charles não poupará esforços. Um dia ele é enviado para cobrir uma Caça às Cascavéis em uma cidade próxima com seu parceiro fotógrafo Herbie Cook, e, no meio do caminho, descobre que ali perto está um homem chamado Leo Minosa, preso em uma caverna dentro da Montanha dos Sete Abutres. Segundo o próprio Charles, a morte de uma única pessoa causa mais interesse do que a de centenas, pois assim podemos nos identificar mais facilmente. Aí estava, então, o furo que Charles estava esperando. E ele, em um exemplo de oportunismo sujo, consegue transformar a tragédia de um homem em um espetáculo sensacionalista de proporções ridículas. Charles chega ao cúmulo de corromper até os que fazem o resgate de Leo, convencendo-os a fazer um túnel até ele do topo da montanha, um jeito mais espetaculoso e que faria o circo durar mais tempo. É óbvio que tanta ambição não fará bem pra ninguém nessa história…

Zippo.

@lukabrandi

• Título Orignal: The Wrestler
• Direção: Darren Aronofsky
• Roteiro: Robert D. Siegel
• Gênero: Ação/Drama/Esporte
• Origem: Estados Unidos/França
• Duração: 115 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Colorido
• Tamanho: 1,78 GB
• Qualidade: 1080p – Mp4
IMDb
Trailer

 

Nos anos 80, Randy “The Ram” Robinson (Mickey Rourke) foi um excepcional lutador de luta livre. Agora, vinte anos depois, ele vive de pequenos bicos em um supermercado, além de algumas lutas em centros comunitários de New Jersey. Renegado por sua filha (Evan Rachel Wood) e incapaz de sustentar qualquer relação estável, Randy tenta sobreviver através da adrenalina de suas lutas e da adoração dos fãs. Porém, quando um ataque cardíaco o força a se aposentar, seu senso de identidade começa a se perder e ele passa a reavaliar sua vida – tentando uma reaproximação com a filha e um relacionamento amoroso com uma stripper (Marisa Tomei). Ainda assim, nada se compara à emoção dos ringues e a paixão pela sua arte, fazendo com que ele esteja sempre prestes a voltar ao mundo das lutas.

TORRENT 

Baixe: LegendasBrasil

Dark Side of The Moon X Mágico de Oz (1939)

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Você, provavelmente já deve ter escutado algo sobre a possível fonte de inspiração da banda Pink Floyd para criar o álbum Dark Side of The Moon (1973). Ou, pelo menos, já ouviu falar que se colocássemos o áudio do álbum por cima do filme O Mágico de Oz (1939), teríamos uma verdadeira ópera rock. Os fãs da banda, chamam esse efeito de “Dark Side of The Rainbow”(combinação do nome do álbum, com o nome da principal música do filme “Over The Rainbow”). De tão comentada, esta teoria já se tornou parte da cultura popular, embora até hoje ninguém saiba de onde veio a ideia de unir essas duas obras de arte e se elas realmente tem um elo proposital. O que se sabe é que em 1994, fãs de Pink Floyd levantaram a questão sobre esse fenômeno no grupo de discussão da Usenet. Apesar de muitas evidências audiovisuais (de uma obra completando a outra), a banda nega até hoje essa relação, e diz que foi somente uma coincidência. Mas será mesmo?

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A sincronização dessas duas obras, se dá a partir do momento em que o leão de apresentação da produtora MGM dá o seu terceiro rugido na introdução do filme. Neste momento, o álbum musical é rodado e depois, o áudio do filme é pausado, ou seja, fica somente o álbum tocando. E assim, o Dark Side of The Moon vai rodar por duas vezes e meia para dar o tempo total do filme. Mas por incrível que pareça, até durante nas repetições do álbum, as cenas se encaixam perfeitamente com as canções.

 

 

Agora veja você mesmo essa teoria em prática: YOUTUBE/DARKSIDEOFRAINBOW

 

 

Segundo o site muitointeressante fãs de todo o mundo reuniram mais de cem momentos de conexões entre o filme e o disco. Abaixo alguns desses momentos
– 04m03s: O verso “balanced on the biggest wave” é cantado justamente quando Dorothy está se equilibrando na cerca e a música. “On The Run”, com seu início tenso, começa precisamente quando Dorothy cai.

– 07m50s: A cena de Dorothy cantando “Over The Rainbow” é cortada justamente no momento em que se inicia a música “Time”, e que coincide com a chegada da bruxa. Os repiques e sinos na música além de mudar totalmente o clima da cena faz parecer que o som vem da bicicleta da velha avarenta.


– 15m50s: Quando o tornado se inicia, o disco toca “The Great Gig In The Sky” (O Grande Espetáculo No Céu), e a bateria começa justamente quando o vento começa a se intensificar.

– 19m30s: Dorothy abre uma porta e o filme fica colorido exatamente no começo da faixa “Money”. Seria referência aos tijolos amarelos e sua relação com ouro/riqueza? Ou com o altíssimo custo do filme pra época? Seria então a porta no filme o que é o prisma na capa do álbum? Ninguém pode confirmar, mas que é de explodir a cabeça, é!

– 42m30s: A batida do coração começa a tocar no mesmo momento em que Dorothy, acompanhada do espantalho, bate no peito do homem de lata (que afirma não possuir um: coração!).

pinkfloyd44E para quem acha que as supostas ligações entre essas obras são simplesmente superficiais, se engana. As possíveis relações entre elas vão muito além de suas aparências! Por mais incrível que pareça, elas também podem estar interligadas em seus significados poéticos. Primeiro em seu título “Dark Side of The Moon” (Lado Escuro da Lua), que apesar de muitas possíveis interpretações, uma delas coincide diretamente com a mensagem que o Magico de Oz passa. No filme, a interpretação imediata que podemos ter da história, é que seus personagens já possuíam dentro de si, tudo o que buscavam. Eles só não haviam descoberto isso antes. Sendo assim, o homem de lata já tinha o coração, o espantalho já possuía a inteligência e o Leão; a coragem. Todos eles tinham seus respectivos “lado escuro/oculto da lua.”

Outro ponto importante é a arte do álbum Dark Side of The Moon. Na capa do álbum há um raio de luz branca que bate no prisma e sai do outro lado colorido, e, já na contra capa é o contrário: o raio de luz colorido entra no prisma, e sai branco. Como vimos no filme, a fotografia começa seu tom em preto e branco depois fica colorida, até oscilar novamente para o preto e branco. Além disso, tem a capa de um outro álbum do Pink Floyd chamado “Pulse” (que possui uma performance inteira ao vivo de The Dark Side of The Moon) que dizem conter vários elementos que rementem ao filme do Mágico de Oz. Veja alguns:

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Imagens: Muitointeressante

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Entre muitos outros elementos que podemos encontrar, esses são alguns que mostram evidências dessa possível relação. Porém, tudo isso são apenas hipóteses do que pode realmente ser verdade. E então: você acha que essa teoria faz sentido, e o Pink Floyd escreveu um álbum inteiro inspirado no Mágico de Oz? Ou tudo isso é uma grande obra do acaso?

 

Baixe o Mágico de Oz E também The dark Side of Rainbow

Kaio Cesar

Não é raro que Lars Von Trier nos presentei com filmes belos. Nada de novidade nisso. Porém, aqui, destaco em específico o “Europa”. Lançado em 1991, conta com um elenco de ponta: Barbara Sukowa, Jean-Marc, Eddie Constatine e outros (destaquei os meus preferidos).  A ambiência de “Europa” é no ano de 1945, na Alemanha supostamente salvaguardada pelos aliados. O cenário da história desenvolve-se na medida em que os trilhos são pisoteados pela rodas do trem “Zentropa”, e a trama é consolidada entre as idas e vindas de Munique à Frankfurt. O protagonista é o aspirante à condutor chefe, Leopold Kessler, recém chegado de Nova Iorque.

Antes de continuar, recomendo fortemente que assista ao filme, e só então, que prossiga com a leitura. Os spoilers estão presentes nesse texto.  Eis o filme: http://cinemacultura.com/?p=5551

O filme brinca com a  história do pós-guerra nazista, flertando livremente com a ficção. Será que esse tipo de filme possui alguma validade histórica? Será que contribui para algum entendimento da Alemanha recém derrotada? Como absorver o conteúdo histórico por meio dessa obra “lars-vontriana” ?

Para iniciar, ressalvo: a história, que alguns chamam de narração, ciência e até ficção, não é sucedida por fatos lógicos, teleológicos e previsíveis. A rainha do tempo é imprevisível, incalculável, transformista e por vezes nostálgica.  A grande desvantagem do entendimento de que fatos lógicos são igualmente correlacionados à história, é a perca da oportunidade de entender o dinamismo da realidade. Exemplo: “Ao final da guerra, os aliados livram a Alemanha do nazismo, libertam os judeus dos campos de concentração e restauram a ordem”. Essa afirmação é mentirosa? Não, porém,  reduz o passado. Esse conjunto de informação que descrevi são denominados dados históricos, que ao ser adotado como história, constroem  uma imagem minimalista. A função dos dados históricos é servir de sustento para narrações e análises de terceiros (tal como o filme faz, ao escolher como tema o fim da Segunda Guerra). Pois bem, o que é história, afinal? A resposta é simples. História é a prática da alteridade ao estudar outros seres humanos numa temporalidade diferente. A alteridade reina nas tentativas de se aproximar do passado respeitando seu ritmo de respiração. É, no caso da temática do filme, enxergar a miséria do pós-guerra nazista, entender os pequenos resquícios de resistência patriótica e as parcerias entre a elite alemã ferroviária e o governo norte-americano. Esses são os ares específicos do ano de 1945 construído pelo filme com base numa possível realidade histórica.

Entenda, a história deverá fugir das interpretações dicotômicas, e deverá ser enxergada no equilibro  das contradições, complexidades e flutuações do passado. A alteridade mora aqui, na tentativa exausta de entender o passado do outro dentro de seu contexto.

O filme te ajudaria com isso? Certamente. Lançado na década de 90, “Europa” é conduzida por uma outra abordagem sobre a interferência dos americanos na Alemanha. É uma paisagem inversa da narrativa em que os Estados Unidos triunfa contra a tirania do nazismo e de imediato instante, restaura a paz. Lembre-se, Von Trier é dinamarquês, não haveria certa aversão sua em relação à narração simplista e gloriosa da interferência dos EUA na Europa?

Para ir além da dicotomia “Europa” precisou encontrar o equilíbrio entre a narrativa americana e a  narrativa dos vencidos. Porém, a ótica do filme escolhe iluminar as veias germânicas ainda em processo de sangria. O triunfo do filme histórico é esse: ampliar o entendimento do passado por meio de novas narrativas na medida em que foge das narrações minimalistas, e exatamente por isso, exala validade histórica. Esse tipo de trabalho artístico nos leva à indagar um passado conhecido por outra perspectiva.

Nosso papel como telespectador é aprender novas narrativas históricas e questionar até que ponto essas narrativas podem acertar sobre o passado. Toda manipulação da história poderá lhe entregar alguma lição, melhor é aquela que exercite sua alteridade.

Com a ideia de entender o passado pelo seu dinamismo, e não pela sequência lógica dos fatos, irei caminhar por algumas cenas do filme. Isso auxiliará você a se aproximar do ano de 1945 na Alemanha, só que, por outros ângulos.

A hipnose é fantástica. Na contagem até 10 você é transportado para a Europa na pele do recém chegado Kessler. Ao caminhar para o encontro de seu tio,  é saudado de forma fria. O primeiro retrato da Alemanha é esse: ambiente hostil e nada hospitaleiro.

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Chove na maior parte das cenas, como também neva. As lágrimas dos germanos estão por todos os lados. Os escombros e destroços enfeitam a calçada como flores. A casa dos senhorios dos trilhos é esburacada. Cenário que desconvida, que expulsa lares, que te desabriga. Pense. Que retrato da Alemanha o filme tenta lhe mostrar?

As falas do “uncle” Kessler esbanja amargura. Na intimidade, bebe. Quer calar sua depressão por  afogamento alcoólico. Em uma de suas falas relata a sensação instável dentro do trem. Não se sabe se vai para frente ou para trás, se avança ou recua. A dúvida de todos: para onde o trem da história caminha? Qual caminho trilhar se em todo lado a miséria grita? A instabilidade gera a sensação de medo, incompreensão e expectativa do que virá a acontecer. Em momento de crise (tal como agora no Brasil)  é difícil enxergar o caminho da carroceria.

Os americanos misericordiosos! Interrompem enterros e conspiram politicamente com judeus e ex-nazistas. Ora, não é realmente possível que naquela situação houvesse negociatas entre o governo dos EUA e as elites que apoiaram os nazistas? Seria possível reconstruir a Alemanha sem essas figuras de poder? Será correto a parceria norte-americana com um senhor, cujo vagão transportava judeus para serem sufocados pelos gases? Você consegue sentir os emaranhados contraditórios que o passado pode carregar?

Existe a crise. A economia castiga ao implantar a fome na população. A dica da crise é dada na fala satírica de Kessler ao afirmar que “Para trabalhar, deve-se pagar”, ou nos últimos vagões com humanos cadavéricos , ou nas crianças pedintes, ou nas…

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A guerra não cessa. Recorde da sorrateira tentativa do coronel Harris de usar Kessler para a captura da Sra. Hartmann, ou do assassinato do prefeito nomeado pelos aliados…ora, não tinha acabado a guerra? Quando encerra-se alguma guerra, será que a imediata paz brota no território? O detalhe das crianças como assassinas é a ilustração da desumanidade causada pelo conflito ainda vivo.

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Zentropa é a esperança germânica. A cena com cor denuncia o afeto e orgulho alemão! Até o amargurado tio solta uma lágrima. Muito simbólico são as pessoas puxando o trem pelas mãos. Haverá esperança, mesmo no destroço, e caberá ao povo carregar esse “fardo”.

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Kessler é o condutor do trem e da história. Você é lançado para esse cenário cru, grosso, hostil, tal como Kessler é lançado para o jantar da família Hartmann. De surpresa, nos é servido as grossas contradições de um lugar supostamente salvo pelos aliados. Intrigas e interesses…tudo é confuso. Kessler tem seu momento de paz quando se casa e quando morre. No amor e no fim da vida.

Belo, belíssimo filme!

Por fim, a lição: o conteúdo histórico pode ser adquirido por qualquer material de ficção (cultura) quando em sua proposta de execução cria vazão para imaginar outras narrações sobre os dados históricos, e que, por consequência,  gera dúvidas sobre as versões “oficiais” dos acontecimentos históricos.

Lars orquestra seu filme perfeitamente: não há cores vívidas num ambiente cruel.

Sua narrativa é alimentada por um intuito antiamericano? Talvez sim. De qualquer forma, sua narração abre novas oportunidades de leitura do passado e nos atiça à pratica da alteridade.

Encerra-se a locomotiva sob o luar da Europa, a correnteza que carrega o cadáver anuncia nossa última estação. Ficará dessa viagem a imagem de um lugar sofrido, miserável, contraditório e conflituoso. Ganhamos uma outra perspectiva da história de igual semelhança do retrato europeu em pós-guerra: de tristeza.

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por Diego C. Smirne
d.c.smirne@gmail.com

A força de Star Wars (com o perdão do trocadilho) na cultura popular é uma coisa assombrosa. É tão difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar na saga e em seus míticos personagens quanto uma pessoa que não saiba quem é o Pelé. Mas, é claro, assim como muita gente não gosta de futebol e nunca viu uma jogada do Rei, há ainda muitos que não conhecem de fato o universo da Guerra nas Estrelas. Com a chegada do sétimo episódio da franquia, Star Wars: o Despertar da Força (Star Wars: the Force Awakens, 2015), a legião de fãs está em alvoroço e não se fala em outra coisa, deixando aqueles que não assistiram aos filmes tão isolados quanto os habitantes do desértico planeta Tatooine. A pressão (e a propaganda) para atender ao chamado da Forca é insuportável, e não há melhor oportunidade para fazê-lo do que agora.

Trailer de O Despertar da Força: Ela está por toda parte

Para esses padawans em potencial, porém, pode haver uma dificuldade na hora de começar a jornada. A saga de Star Wars é composta por duas trilogias, a primeira lançada entre 1977 e 1983, e a mais recente entre 1999 e 2005. O problema é que esta última é um prequel para a trilogia clássica, ou seja, os episódios mais antigos são o IV, V e VI, e os novos são I, II e III. Como tudo no mundo dos nerds vira tema para acaloradas e intermináveis discussões, é óbvio que surgiria a questão: qual a ordem “correta” para se assistir aos filmes?

Para o horror das vítimas do transtorno obsessivo-compulsivo, o famoso TOC, é quase um consenso que o melhor é começar pelos episódios IV, V e VI, para depois ver I, II e III – isto é, de acordo com o lançamento dos filmes. Há também um consenso de que qualquer uma das ordens, tanto a de lançamento quanto a cronológica (começando a partir do episódio I), possui falhas e vantagens. Daí, acabou surgindo ainda outra ordem, à qual chegaremos mais tarde.

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A sequência clássica, seguindo a ordem de lançamento dos episódios: IV-V-VI-I-II-III

Como já foi dito, os três filmes mais recentes são um prequel dos três primeiros, portanto a história dos episódios I, II e III serve como background para o que ocorreu na épica trilogia original. É uma trilogia muito mais focada no desenvolvimento dos personagens mais importantes da saga do que numa história própria. Por si só, isso traz seus pontos positivos e negativos. Um dos pontos positivos é que, assistindo a partir do primeiro episódio, cria-se um vínculo totalmente diferente com o icônico personagem Darth Vader. Não que seja preciso muito para se identificar com ele – é natural que nos identifiquemos com os vilões de certas histórias, especialmente um vilão com o carisma e a mística de Vader. Mas, quando chegamos à trilogia clássica após acompanhar os passos do personagem até unir-se ao Lado Sombrio da Força (e os motivos pelos quais isso ocorre), é até difícil vê-lo como o tirano maligno que aqueles que assistiram primeiro aos episódios IV, V e VI veem. Se alguns não julgam isso positivo, é no mínimo interessante.

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A ordem dos episódios cria um vínculo entre o espectador e Darth Vader desde suas origens

Para quem tem fetiche por efeitos especiais – coisa cada vez mais comum nas novas gerações, acostumadas aos blockbusters de ação cheios de explosões, pirotecnia e animações computadorizadas -, seguir a ordem dos episódios pode gerar um baque negativo após o fim da trilogia moderna. Obviamente os filmes gravados em 1999, 2002 e 2005 contam com tecnologia muito superior aos produzidos em 1977, 1980 e 1983. Um espectador desavisado, no entanto, pode achar ridículo o boneco usado para personificar Yoda em relação ao Mestre Jedi gerado por computador, por exemplo. É bom que se tenha noção da época em que foi lançado cada filme para que esse choque seja minimizado, caso se opte pela ordem numérica dos episódios.

Porém, não há como escapar de uma das principais críticas feitas pelos defensores da ordem de lançamento: o episódio I, Star Wars: A Ameaça Fantasma (Star Wars: The Phantom Menace, 1999), é insosso. Começar uma maratona de seis filmes por aquele que é visto quase unanimemente como o pior de todos eles é correr um grande risco de criar uma primeira impressão errada do épico que está por vir. Além disso, por ser uma trilogia focada mais nos personagens do que na história em si, talvez faça mais sentido saber antes o que fizeram esses personagens para merecer tamanho interesse.

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Seria uma armadilha adotar a sequência I-II-III-IV-V-VI?

O contraponto disso é que, devido à popularidade de Star Wars e ao tempo pelo qual ela se estende, muitos dos que assistem pela primeira vez já têm alguma noção do que acontece na trilogia original. Conhecem inclusive, infelizmente, o que é um dos maiores plot twists da história do cinema, e que acabou tornando-se um dos maiores spoilers dela (o qual não será mencionado mais a fundo para o caso de ainda haver um leitor abençoado que não saiba do que se trata). Se não fosse de conhecimento público o teor dessa virada drástica no enredo da saga, sem dúvida seria um crime iniciar-se no universo de Star Wars pela ordem dos episódios, pois ela estraga completamente a “surpresa”.

Incomodado com as falhas que cada uma das ordens mais óbvias possuem, o programador e desenvolvedor de softwares americano Rod Hilton propôs uma nova sequência: a Machete Order, ou, em tradução livre, Ordem do Facão, que seguiria na ordem dos episódios IV, V, II, III e VI. Ela não só mistura as trilogias, como literalmente corta um pedaço de uma delas: justamente o enfadonho episódio I.

De acordo com Hilton, A Ameaça Fantasma é tão absolutamente irrelevante para o enredo e o desenvolvimento dos personagens que se dá na trilogia moderna que seria melhor se fosse visto apenas como um spin-off, um complemento à história, caso restem dúvidas quanto às origens dela. Ele argumenta que a “eliminação” do episódio não traz quase nenhum prejuízo ao entendimento dos filmes, exceto por algumas lacunas no retorno de Anakin Skywalker ao planeta Tatooine, que seriam solucionadas pela sugestão de assistir a A Ameaça Fantasma apenas como um complemento, e não como o primeiro filme da saga, carregado de importância e expectativa.

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A Ordem Machete: IV-V-II-III-VI; o episódio I é cortado

À parte o nada ortodoxo corte a um dos filmes de George Lucas, a Machete Order propõe melhorar o andamento da história, amplificando seus grandes momentos. Após assistir aos episódios IV e V e ver neste último a grande revelação da trilogia, o espectador é levado a um grande flashback nos episódios II e III, que explicam o que originou os fatos dos episódios seguintes, e finaliza triunfalmente de volta ao episódio VI. Além de tornar mais significativas a revelação do episódio V, a história dos episódios II e III e o desfecho no episódio VI, a sequência de Hilton idealiza mudar o foco da saga, que originalmente seria a trágica história de Darth Vader, e passa a ser a grande epopeia de Luke Skywalker.

A ousadia da proposta de Hilton pode incomodar alguns, e de fato criou-se ainda uma quarta ordem, a de Ernst Rister, que é simplesmente a Ordem Machete com a inserção do episódio I entre o V e o II (portanto IV, V, I, II, III, VI). Porém, essa intervenção alonga demais o efeito flashback pretendido por Hilton. Ainda assim, pode trazer conforto para quem não se conforma em simplesmente reduzir um dos filmes de Lucas a um mero “episódio bônus”.

De todas essas conjecturas, algumas coisas são certas. Somente uma obra atemporal como Star Wars poderia suscitar tamanho furor e devoção por parte de tantas pessoas, de tantas gerações diferentes. Dessas pessoas, muitas tiveram a chance de assistir à trilogia original no cinema – e provavelmente, orgulhosas disso, não admitem outra sequência senão a clássica IV, V, VI, I, II, III; outras tantas assistiram primeiro à nova trilogia quando esta estreou nos cinemas, e foram assim iniciadas no universo de Guerra nas Estrelas; e muitas mais assistirão agora a mais uma trilogia, que dará origem, talvez, a novas ordens, e certamente a muitas polêmicas e discussões. Independentemente de em que sequência se assista à saga de Star Wars, ela sempre cativará novos padawans, com sua trilha sonora formidável, seus personagens carismáticos e a criatividade incrível de George Lucas. A Força cria sua ordem, não importa qual seja.

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Texto publicado em parceria com o Cinéfilos, o site de cinema da Jornalismo Júnior.

por Carolina Tiemi
carolinathaga@gmail.com

Game over?

Jogar também é arte. Os videogames são considerados a décima arte na versão atual do Manifesto de Ricciotto Canudo. Algumas modalidades, porém, construíram um vínculo de amor e ódio durante sua evolução. É o caso do cinema e dos games.

Existe uma lenda sobre essa relação: enquanto filmes servem de base para a criação de excelentes jogos, como foi o caso de GoldenEye 007 (jogo de tiro em primeira pessoa para Nintendo 64, inspirado no filme homônimo de James Bond) e os inspirados na série Star Wars, que alegraram seus seguidores em diferentes plataformas (Playstation 2 e 3, PC, PSP e Xbox), o caminho inverso não é tão bem sucedido; como uma maldição que paira sobre as adaptações cinematográficas das histórias dos games, os filmes dificilmente agradam os fãs.

Primeira adaptação, primeira frustração

O pioneiro a se a aventurar nessa transgressão entre gêneros foi Super Mario Bros. (Super Mario Bros, 1993). No início dos anos 90, as improbabilidades de um mundo de plantas carnívoras, canos e plataformas flutuantes em um live-action foram substituídas por um Brooklyn mais realista. Com Bob Hoskins como Mario e John Leguizamo como Luigi, os irmãos (que, no filme, têm uma relação de pai e filho) entram num universo paralelo, onde os humanos descendem de dinossauros e velhinhas andam armadas. O governante desse local, Rei Koopa (Dennis Hopper), uma versão humanizada do vilão Bowser, sequestra Daisy, interpretada pela loira Samantha Mathis. Se estávamos acostumados com uma Princesa Peach presa num castelo, o filme decepciona (também) neste ponto, uma das poucas lembranças que podemos ter é o possível romance entre Daisy e Luigi -isso, para quem acredita na fofoca do game da Nintendo.

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Assim, com o roteiro totalmente diferente da história do game, a presença de um mascote chamado Yoshi, as bombinhas e os cogumelos soaram apenas como tentativas forçadas de lembrar o jogo. Arrecadou apenas US$ 20 milhões nas bilheterias estadunidenses, sendo que o orçamento do filme foi estimado em US$ 48 milhões. Bob Hoskins falou criticamente de Super Mario Bros., dizendo que era “a pior coisa que eu já fiz” e que “toda a experiência foi um pesadelo” em uma entrevista de 2007 para o The Guardian. Em outra entrevista com o mesmo jornal, Hoskins respondeu Super Mario Bros. para três das perguntas que recebeu: “O que é o pior trabalho que você fez”, “Qual foi sua maior decepção” e “Se você pudesse editar o seu passado, o que você mudaria?”. Seu sucesso estava em outro castelo, quem sabe.

Questão de perspectiva: uma boa comédia

No ano seguinte da desastrosa adaptação da série Mario, outro clássico dos games ganhou sua versão em película: Street Fighter – A Última Batalha (Street Fighter, 1994). O filme, que alterou o enredo do jogo original e as motivações dos personagens, foi um sucesso comercial recebido como um fracasso pelos fãs de SF. Contou com atores como Jean-Claude Van Damme (que interpreta o Coronel Guile) e Raúl Juliá (que, em seu último filme, faz o vilão Bison), e todos os personagens famosos da série, exceto o kickboxer Fei Long, aparecem no longa. Na época, a produtora alegou que Fei Long só não participou do filme porque era um personagem muito secundário. Porém, como o personagem é claramente inspirado em Bruce Lee, acredita-se que a Capcom não o incluiu porque não poderia pagar os direitos de imagem para a família do lutador, morto em 1973. Além dessa falta, com a história alterada, cada personagem foi repaginado ao tom cômico característico da obra: Ryu e Ken são traficantes de armas (e cedem todo o protagonismo para Guile, no filme), Chun-Li é uma repórter de TV, Honda é seu cinegrafista, e Blanka virou um monstro após uma experiência feita por Dhalsim, um cientista contratado por um Bison que tenta dominar o mundo e construir seu império, mas encontra dificuldades com o tamanho da praça de alimentação -uma das muitas tiradas do primeiro longa de Street Fighter.

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Steven E. De Souza, produtor, afirmou que não queria fazer um genérico filme de artes marciais, que se submetesse ao game apenas, e descreveu seu plano como um cruzamento entre Star Wars, James Bond e filmes de guerra. Assim, a luta entre Ryu e Vega (vilão que causou muita dor de cabeça em alguns gamers) é embalada por Habanera, da ópera Carmen de George Bizet; e Honda e Zangief prestam uma homenagem aos velhos filmes do Godzilla. A produção aliviou significativamente o tom da adaptação, com a inserção de vários interlúdios cômicos, diálogos dignos de sitcom e detalhes risíveis ao longo da película.

Depois de Street Fighter – A Última Batalha, ainda foram lançados o filme Street Fighter – A Lenda de Chun-Li (Street Fighter – The Legend of Chun-Li, 2009), três animações, um anime, uma série de desenho animado e duas webséries. Por último, Street Fighter – Legacy (Street Fighter – Legacy, 2010), um curta dirigido por Joey Ansah, o assassino Desh de O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimatum, 2007). O dublê e ator comenta que resolveu realizar o vídeo por ser fã de videogames de luta e estar insatisfeito com as adaptações de Hollywood.

Toasty!

Considerado um dos melhores filmes baseados em games, o triunfo da produção de Mortal Kombat – O Filme (Mortal Kombat, 1995) está no fato do roteiro, os cenários e os atores não fugirem do que foi criado no popular jogo de luta. Dirigido por Paul W. S. Anderson (que tomaria gosto pelo tema, dirigindo mais tarde os filmes da série Resident Evil) e contando com Ed Boon e John Tobias, criadores do game, como roteiristas, o longa retrata o primeiro torneio da saga.

A fidelidade da trama cinematográfica à história narrada durante a série de games trouxe o deus Raiden (interpretado por Christopher Lambert, famoso pelo papel em Highlander) convoca Liu Kang (Robin Shou), Sonia Blade (Bridgette Wilson) e Johnny Cage (Linden Ashby) para lutar no torneio e impedir o domínio de Shao Kahn -que não aparece na película, deixando a vilania para Shang Tsung (Cary-Hiroyuki Tagawa) e o Goro (Tom Woodruff Jr). Ed Boon dá voz ao personagem Scorpion no filme e, no meio de citações clássicas como “get over here!”, a música tema do jogo dá um gostinho nostálgico nas lutas. Paul Anderson acertou ao escolher o coreógrafo Pat E. Johnson, que deu intensidade e velocidade às batalhas, e Alison Savitch para os efeitos especiais, que deixou a produção à frente dos filmes lançados anteriormente.

Mortal Kombat teve recepção mista por parte da crítica especializada. Em base de 12 avaliações profissionais, alcançou metascore, pontuação dada por especialistas e usuários, de 58% no Metacritic e uma nota de 7.6 nos votos dos usuários do site americano, que avalia games, filmes, séries e livros. Pontuação maior do que seu sucessor, Mortal Kombat: A Aniquilação (Mortal Kombat: Annihilation, 1997), que não atingiu a repercussão do primeiro filme: uma das poucas adaptações não odiadas, sucesso de bilheterias e ganhador do prêmio da BMI Film & TV Awards pela trilha-sonora, composta por George S. Clinton.

Bem-vindo à Silent Hill

Um gamer escreve um roteiro alternativo para o jogo do qual é fã. Um novo enredo, mas inspirado fortemente na história original. Sua paixão é tamanha, que chega a fazer gravações caseiras, pedindo ao dono da franquia a liberação de seu projeto. Com a aprovação, faz disso um filme, aceito por públicos diferentes, entre amantes do jogo e não jogadores. Elogiado, inclusive, pelo criador deste game, que decide produzir outro jogo, se baseando no longa para concretizar o que se passa na película -um modo de elogiar a peça cinematográfica? Foi o que aconteceu com Silent Hill.

Terror em Silent Hill (Silent Hill, 2006) bebeu da fonte dos dois primeiros jogos da série Silent Hill, da Konami. No primeiro lançamento, conhecemos Harry Manson, que sai de férias com sua filha, Cheryl. Mas a criança desaparece depois de um suspeito acidente, e assim começa o game: com a busca de Harry por sua filha, na cidade de Silent Hill. No segundo jogo da franquia, outra história: James Sunderland recebe uma carta assinada por sua falecida esposa, com um convite para encontrá-la em um “lugar especial”, que leva James à mesma enevoada Silent Hill. O que o filme faz é mesclar as duas aventuras. Nele, Rose (Radha Mitchell) parte com sua filha Sharon (Jodelle Ferland) rumo à Silent Hill, em busca de respostas para o estranho sonambulismo da menina, que cita o nome da cidade enquanto dorme. Depois de um acidente de carro, porém, Sharon desaparece, e sua mãe passa a procurá-la desesperadamente. Com o passar do tempo, o local se mostra cada vez mais sinistro, e Rose avisa seu marido, Christopher (Sean Bean), do sumiço da filha. Christopher então entra na busca por sua família, mesmo sem nenhuma evidência das mulheres na cidade.

cinema e games 3

O longa deixa em paralelo dois momentos diferentes, remodelando personagens e emaranhando-os numa Silent Hill tão aterradora quanto a do próprio game, conhecido pelo terror psicológico bem conduzido. Muitos pontos remetem ao jogo: a neblina característica (que nasceu pela limitação gráfica de processamento do Playstation, mas se tornou marca da série), a corrida pelas ruas desertas, o mundo paralelo que se forma de tempos em tempos (com a mesma transformação em grades e paredes ensanguentadas). O diretor Christophe Gans e o roteirista Roger Avary (o mesmo de Pulp Fiction) criaram uma cidade decadente, singular e estranha: atmosfera semelhante ao do video-game. A trilha sonora, importante para a criação do amedrontador universo, é constituída por músicas dos jogos Silent Hill, Silent Hill 2, Silent Hill 3 e algumas de Silent Hill 4: The Room, todas compostas por Akira Yamaoka.

Por conta do enredo bem exposto, o filme pode ser aproveitado por quem não conhecia o video-game; ao mesmo tempo em que os fãs puderam relembrar elementos do game, inseridos e supervisionados por Keiichiro Toyama, criador do jogo. O mistério que envolve o lugar e outras questões em aberto do filme, no entento, são melhor explicadas na sequência Silent Hill – Revelação (Silent Hill – Revelation 3D), que, infelizmente, não acompanhou a vitória do primeiro filme.

A Double Helix, desenvolvedora do game Silent Hill: Homecoming, usou diversos trechos do filme para construir o sexto jogo da série. A transformação do mundo normal para o alternativo, que se esvai em pedaços até revelar uma versão dark da cidade, é a inspiração mais evidente no jogo. Outras similaridades com o filme incluem os insetos que andam junto com o Pyramid Head e a reação das Nursers, enfermeiras monstruosas, à luz. A própria Ordem, organização religiosa da trama, passou a ter maior relevância no jogo após sua aparição no longa-metragem.

04f37da9d3b5ddd4bded99de29909bf1_jpg_210x312_crop_upscale_q90• Título original: Welcome to the Dollhouse
• Direção: Todd Solondz
• Roteiro: Todd Solondz
• Duração: 88 minutos
• Gênero: Comédia, Drama
• Origem: Estados Unidos
• Diálogo: Inglês
• Legenda: Pt (Não incluso)
• Cor: Colorido
• Tipo: Longa-metragem
• Tamanho: 698 MB
• Qualidade: DVDRip – AVI
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Dawn Weiner (Heather Matarazzo) não tem motivos para gostar da escola, na qual estuda na sétima série. Ela é uma adolescente complexada e há motivos para isto. No seu colégio é ridicularizada pelos colegas, que a chamam de “Salsicha”, e seu relacionamento com sua família não é dos melhores. Ela deseja ser aceita de qualquer jeito e para isto planeja namorar um rapaz mais velho, que é muito popular, apesar disto ser totalmente improvável.

TORRENT 

Critica por Erika Melazzo.

Bem-Vindo à Casa de Bonecas

 

Todo mundo odeia a Dawn.
Ela é só uma garotinha que usa roupas estranhas, óculos fundo de garrafa e cabelo sempre preso. Sim, tudo isso é motivo suficiente para seus pais a ignorarem, seus colegas de escola praticarem bullying, sua irmã mais nova infernizar sua vida e ainda levar críticas de seu irmão mais velho.

Quando Steve (Eric Mabius, em seu primeiro trabalho) aparece em sua vida com sua voz macia, cabelos compridos e com bastante experiência para lhe dar oportunidade de se tornar popular na escola, começa a “seduzí-lo” sem se preocupar com sua aparência.

Mas tudo na vida de Dawn tem um preço a pagar. Quando sua irmã é sequestrada ela busca pela redenção partindo na caça aos sequestradores e ao menos assim ser reconhecida pelo seu ato bravo!

Totalmente fora dos padrões de beleza e ainda assim Brandon, um colega da escola, a persegue na escola com o único intuito em estuprá-la. E ainda deixa isso bem claro ligando pra sua casa e  marcando até horário para o acontecimento. E na pura ingenuidade, Dawn vai ao “encontro”.
O diretor Todd Solondz castiga muito uma garotinha que só quer ser feliz, mas infelizmente todo o mundo conspira contra. No aniversário de casamento de seus pais ela encontra seu grande amor nos braços de outra e ainda é derrubada na piscina inflável pela sua irmã. Mas a grande humilhação vem quando todos estão na sala assistindo as gravações da festa e toda família ri da atitude de sua irmã que, para piorar ainda mais a situação de Dawn, insiste para que a cena da piscina seja reproduzida novamente. Sim, ela também sofre com sua família que se une para desprezá-la constantemente.

Ser personagem nos filmes de Solondz não deve ser nada fácil.
Em Dark House ele nos apresenta Abe (Jordan Gelber), um cara mimado que ainda assim consegue se apaixonar e casar. Miranda (Selma Blair) é a mulher pela qual ele se encantou e perseguiu até conseguir o que queria.
Bem-vindo à casa de bonecas é mais um desses filmes em que a personagem principal sofre, nós sofremos com ela do início ao fim, mas nada podemos fazer.

 

Ganhou o Prêmio CICAE (1996) no Festival de Berlim

No Sundance Film Festival levou o Prêmio do Júri para melhor filme Drama.
Heather Matarazzo ganhou o Independent Spirit Awards (1997) como melhor Revelação.
Foi indicado nas categorias Melhor Filme, Melhor Diretor (Todd Solondz) e Melhor ator Coadjuvante (Matthew Faber) e Melhor Revelação (Brendan Sexton III).

 

por Carolina Ingizza

Sergio Leone deu vida e consolidou o gênero cinematográfico conhecido como S​paghetti Western ​(Faroeste Italiano ou Bang Bang à Italiana), que consistia em filmes de faroeste filmados e produzidos na Itália em um período (décadas de 1960 e 1970) em que o próprio gênero w​estern​ já estava em declínio nos Estados Unidos. Apesar de não ter sido o primeiro diretor italiano a filmar obras com essas características ­ -estima-se que já existiam 25 filmes de S​paghetti Western​ antes de Leone lançar o seu primeiro­-, foi com a sua Trilogia dos Dólares que o gênero foi amplamente conhecido no mundo.
É importante ressaltar que a Trilogia não segue padrões tradicionais. Ainda que sejam três obras com o mesmo herói sem nome (Clint Eastwood), as histórias não são atreladas e contínuas, contanto, inclusive, com um mesmo ator para diferentes papeis ao longo dos filmes (caso de Lee Van Cleef e Gian Maria Volonté).

Por um Punhado de Dólares (Per un pugno di dollari, 1964)

A primeira parte da trilogia mostrou o faroeste italiano para o mundo, além de ter alavancado a carreira de Clint Eastwood, que interpretou o protagonista do filme. A trama é uma adaptação não creditada de Yojimbo, de Akira Kurosawa (Kurosawa ganhou um processo contra Leone por isso).

Clint Eastwood como o Homem Sem Nome, usando seu clássico poncho verde

A história é sobre um forasteiro (Eastwood) que chega à cidade mexicana de San Miguel, onde duas famílias rivais, os Rojos e os Baxters, dominam os negócios de bebidas e armas, que sustentam a economia local. Percebendo que poderia se beneficiar da rivalidade, o personagem passa a estimular conflitos e a trabalhar para os dois lados.

Ao longo do filme, ele se constrói como um anti-herói, preocupado em sobreviver e lucrar a todo custo, ainda que certos arcos dramáticos, como o da libertação de Marisol (Marianne Koch) das mãos de Ramón Rojo (Gian Maria Volonté), revelem uma faceta bondosa. Seu personagem é sempre calado, é esperto e sarcástico, além de ser muito eficiente atirando.

Gian Maria Volonté como Ramóm Rojo, o vilão da trama

Desde a primeira aparição de Clint Eastwood, sabemos que Leone não vai construir um herói típico de faroeste. O Homem Sem Nome surge na tela com roupas surradas e sobre uma mula, matando rapidamente quatro homens que zombaram dele. O que não é esperado dos protagonistas clássicos, que eram bons, justos e estavam sempre imponentes sobre seus fortes cavalos.

É aqui que Sergio Leone começa a desenvolver os seus traços característicos, como os enquadramentos inusitados, os planos-sequência e os close-ups nos rostos dos atores, que, juntamente com a trilha sonora clássica de Ennio Morricone, evidenciam a tensão nos momentos de duelo .

 

Por Uns Dólares a Mais (Per qualche dollaro in più, 1965)

A continuação nos mostra que o Homem Sem Nome agora é um caçador de recompensas. O conflito que move o filme é o seu encontro com o Coronel Douglas Mortmer (Lee Van Cleef), que também trabalha caçando bandidos foragidos. Eles se encontram quando estão buscando o mesmo criminoso, El Índio (Gian Maria Volonté), e decidem por trabalhar em conjunto. O personagem de Eastwood se infiltra no bando de El Índio para tentar capturá-lo.

Eastwood e Lee Van Cleef na cena do duelo final do filme

O longa se desenvolve mostrando um tentando enganar o outro, enquanto ambos buscam enganar El Índio, que, por sua vez, também cria situações de traição com o seu próprio bando.O desfecho revela motivações ocultas nos personagens, culminando em um duelo memorável entre El Índio e o Coronel.

Quanto as atuações, Clint segue com seu estilo sereno e eficiente, com a câmera de Leone invadindo seus pensamentos através dos close-ups, mas o foco de nossa atenção fica com Lee Van Cleef, que consegue ser muito expressivo por meio de seu rosto incomum e olhares enigmáticos.

Por conta das atuações marcantes, do roteiro mais elaborado e do desenvolvimento maior de personagens, o segundo filme é superior ao primeiro. Leone aprimora seu estilo de filmar e continua com a eficiente parceria com Morricone.

 

Três Homens em Conflito (Il buono, il brutto, il cattivo, 1966)

O terceiro filme é a obra-prima da trilogia, contando com um orçamento maior, propiciado pelo sucesso dos antecessores, e resultando em quase três horas.Logo no início somos apresentados aos três personagens principais. O “feio” é Tuco (Eli Wallach), um criminoso foragido. O “mau” é Angel Eyes (Lee Van Cleef), inicialmente um mercenário. O “bom” é o Homem Sem Nome, apelidado de Blondie, que caçava recompensas de uma maneira inusitada.

Eli Wallach como Tuco, o bandido carismático e atrapalhado por quem o público sente forte empatia

Inicialmente, Tuco conhece Blondie e eles trabalham juntos para conseguir a recompensa oferecida sobre o primeiro, sem que ele seja enforcado. Ao longo da trajetória deles, eles descobrem a localização de um dinheiro escondido em um cemitério, mas só Tuco sabe qual o cemitério e só Blondie sabe qual o túmulo, o que os força a seguirem juntos. O conflito começa quando eles descobrem que Angel Eyes também estava procurando o dinheiro enterrado.

Tendo a Guerra Civil Americana de pano de fundo, o longa tece críticas a guerras, concentradas na cena da ponte e resumidas na frase do capitão bêbado “A única coisa em comum entre os do lado de cá e os do lado de lá, é o cheiro do álcool”.

Leone desenvolve ao máximo suas caracteríscas como diretor e conta com um roteiro mais estruturado e crítico. Conjuntamente, Morricone também atinge o ápice de sua composição de trilhas de faroeste, criando um tema que é conhecido até por aqueles que nunca viram um filme do gênero.

Há duas cenas que unem a maestria do diretor e do compositor. A primeira é a que mostra Tuco entrando no cemitério e procurando o túmulo. A câmera rodopiando e focando no rosto dele em consonância com a trilha sonora, que representa a euforia e a afobação do personagem, criam uma sequência memorável. A segunda cena (imagem acima) é o embate entre os três no final da obra. Dispostos num círculo, eles dançam até ocuparem suas posições no espaço. A tensão é evidenciada pela alternância de planos focando nas armas, nos olhares e nos chapéus. A música tema, por sua vez, ajuda a elevar o sentimento de ansiedade,  que culmina em um desfecho seco e rápido, mas perfeito.

 

Texto publicado em parceria com o Cinéfilos, o site de cinema da Jornalismo Júnior.

• Título Original: Seul contre tous
• Direção: Gaspar Noé
• Roteiro: Gaspar Noé
• Gênero: Crime, Drama
• Origem: França
• Duração: 93 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Francês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Colorido
• Tamanho: 700MB
• Qualidade: DVDRip- Avi
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A figura central da trama é o Açogueiro, saído do curta-metragem Carne também do diretor Gaspar Noé. Interpretado pelo excelente ator Philippe Nahon, essa criatura violenta, petrificada, fica vagando por labirintos obsessivos repletos de recalques, ódios contra estrangeiros e homossexuais, com a sempre onipresente figura da filha que ele deseja de maneira doentia. O filme cria uma atmosfera hermética onde a loucura crescente da personagem central está sempre aparente, seja nos tons amarelados de fotografia ou na narração em off. A obsessão é narrada como um diário absurdo. Um clássico do cinema moderno, cheio de poesia e fúria.

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Baixe: LegendasBrasil

• Título Orignal: Coffee and Cigarettes
• Direção: Jim Jarmusch
• Roteiro: Jim Jarmusch
• Gênero: Comédia/Drama
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 95 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês/Francês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: P&B
• Tamanho: 701MB
• Qualidade: DVDRip – AVI
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Em 11 curta-metragens, vários personagens discutem uma diversidade ainda maior de temas, sempre bebendo café e fumando os seus cigarros. Rodado em um longo período de 17 anos.

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• Título Original: Idioterne
• Direção: Lars von Trier
• Roteiro: Lars von Trier
• Gênero: Drama, Comédia
• Origem: Dinamarca
• Duração: 117 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Italiano
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Colorido
• Tamanho: 900MB
• Qualidade: DVDRip – AVI
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Seguindo os preceitos do Dogma 95, é contada a história de um grupo de pessoas que fingem ter problemas mentais para conseguir regalias, se divertir e incomodar as pessoas, usando como argumento que é preciso deixar aflorar o lado idiota que existe em cada um e expôr a hipocrisia burguesa. A introvertida Karen conhece o grupo por acaso, mas gosta da idéia de não precisar ser “normal”, de não seguir convenções e expectativas, e passa a acompanhar o grupo nos estranhos programas que fazem. Mas será que eles mesmos aceitam as idéias que defendem? Um filme pesado, tanto pelo forma agressiva (apesar de inconsistente) como o tema é abordado quanto pela linguagem tosca adotada pelos seguidores do Dogma.

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• Título Original: The Elephant Man
• Direção: David Lynch
• Roteiro: Christopher De Vore (roteiro), Eric Bergren (roteiro), David Lynch (roteiro), Sir Frederick Treves (livro), Ashley Montagu (livro)
• Gênero: Drama
• Origem: Estados Unidos/Reino Unido
• Duração: 124 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: P&B
• Tamanho: 699MB
• Qualidade: 1080P – MP4
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John Merrick (John Hurt) é um inglês que vive recluso em um circo por ter uma doença que desfigurou seu rosto. Ele é descoberto por um médico (Anthony Hopkins), que deseja integrá-lo à sociedade não como um “esquisito”, mas como alguém normal e culto. O problema é que as pessoas não estão prontas para isso, e John terá que sofrer muito para ser tratado como ser humano.

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Baixe: LegendasBrasil

1• Título Original: Eraserhead
• Direção: David Lynch
• Roteiro: David Lynch
• Gênero: Drama/Fantasia/Terror
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 85 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: P&B
• Tamanho: 600MB
• Qualidade: 720p – MP4
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Henry Spencer (Jack Nance) é um reservado operário de uma fábrica que se vê obrigado a casar com Mary X, uma antiga namorada que se diz grávida dele. O bebê nasce uma aberração, que faz com que Mary abandone Henry para ele cuidar da ‘criatura’ sozinho.

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• Título Original: Unforgiven
• Direção: Clint Eastwood
• Roteiro: David Webb Peoples
• Gênero: Drama/Faroeste/Policial
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 131 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês
• Legenda: PT
• Cor: Colorido
• Tamanho: 1,66 GB
• Qualidade: DVDRip – AVI
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Bill Munny, um pistoleiro aposentado, volta ativa quando lhe oferecem 1000 dólares para matar os homens que cortaram o rosto de uma prostituta. Neste serviço dois outros pistoleiros o acompanham e eles precisam se confrontar com um inglês, que também deseja a recompensa e um xerife, que não deseja tumulto em sua cidade.

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Baixe: LegendasBrasil

 

“O filme conta a história de William Munny (Clint Eastwood, sua melhor atuação até Menina de Ouro), um ex-pistoleiro sanguinário que outrora era um homem vigoroso e duro, mas hoje em dia, velho, convive com a sombra de seu passado. Vive apenas para criar seus filhos, em um pequeno sítio em algum lugar na Wyoming de 1880, onde cria porcos, viúvo de

sua mulher Claudia, esta que o tirou do mundo violento para tentar viver uma vida decente e honesta. Por ter uma vida tão difícil nesse sítio, Munny chega à um ponto em quequalquer dinheiro que caia em suas mãos é divino, estando ele disposto à quase qualquer tipo de trabalho. A oportunidade chega quando em uma cidade próxima uma prostituta tem seu rosto totalmente retalhado por um cliente seu, insatisfeito com um comentário proferido por ela sobre seus Países Baixos. O xerife da cidade Little Bill (Gene Hackman, excelente, ganhou um Oscar pelo seu trabalho aqui) sanciona ao criminoso uma punição que as prostitutas consideram inaceitável, já que o mesmo grupo do elemento já havia cometido inúmeras atrocidades à elas. Sem ninguém saber, elas juntam economias para colocar um prêmio sobre a cabeça do homem que havia violentado sua companheira, o que logo desperta o interesse de vários pistoleiros da região, entre eles o jovemSchofield Kid (Jaimz Woolvett). Sem muita experiência, o jovem recorre a Munny, sabendo de sua reputação, propondo à ele metade da recompensa caso o ajude a capturar o procurado. Munny, sem saída, aceita a proposta, mas recruta um de seus velhos amigos, companheiro de seu antigo grupo, o fiel Ned (Morgan Freeman, genial). Os três partem então em busca do homem, mesmo com a concorrência do famoso English Bob (Richard Harris), também atrás da recompensa, e com o xerife disposto a fazer o necessário para impedir que pistoleiros assassinem alguém, mesmo que este seja culpado.

Sobre os aspectos técnicos, o filme possui um visual singular, fruto da fotografia esplêndida, apesar das paisagens naturais do deserto americano contribuírem imensamente para o resultado final. A direção de

Eastwood é genial, o jeito como ele enquadra cada cena leva muito sentimento dele mesmo à obra, além de sair muito bem nas cenas de ação, ele consegue criar um elo emocional do público para com seus personagens, e logo ficamos tão ligados à ele e sua causa, que torcemos ávidamente para que ele obtenha sucesso – e não morra tentando, algo que é tratado como uma opção real durante toda a caçada. Apesar de tudo temos uma estranha segurança quando Munny está em cena. Sabemos que ele é vulnerável, isso é mostrado em cenas do filme, mas é quase como se ele fosse um herói de nível homérico. Resumindo, ele é o cara que você gostaria de ter do lado se alguém por acaso apontasse uma carabina em sua direção. O roteiro também é ótimo, apesar de deixar a desejar no lado emocional da personagem da prostituta, ele compensa isso adentrando na mente e nas entranhas de Munny e Ned, personagens tão reais que é possível identificá-los em pessoas reais do dia a dia. O filme também tem uma carga dramática muito forte, é possível assisti-lo somente pelo drama, para quem não é muito fã de ação.

O filme reflete ainda sobre a amizade, de uma linda maneira, e nos faz pensar sobre as opções que tomamos na vida, e como é difícil mudar, depois de muito tempo acostumado com a vida que se escolhe. No fundo, o que somos hoje é fruto de nossas atitudes no passado, por isso escolha com cuidado o que você é hoje para não se arrepender amanhã.”

Zippo. – @lukabrandi

 

Para baixar: http://cinemacultura.com/?p=506

• Título Original: Interstellar
• Direção: Christopher Nolan
• Roteiro: Christopher Nolan, Jonhatan Nolan
• Gênero: Ficção Cientifica
• Origem: Estados unidos, Inglaterra, Canadá
• Duração: 169 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês
• Legenda: PT (Não incluso)
• Cor: Colorido
• Tamanho: 1,0 2GB
• Qualidade: MP4 – 720p
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Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper (Matthew McConaughey) é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand (Anne Hathaway), Jenkins (Marlon Sanders) e Doyle (Wes Bentley), ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph (Mackenzie Foy e Jessica Chastain) investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.

Comentário:

Aqui nós temos o mais belo filme de Christopher Nolan, tanto visualmente como na história entre as relações familiares. Filme recheado de conceitos físicos, é bom deixar logo seu livro de astrofísica ai de lado. O filme tem um bom desenrolar, que intercala da história principal (procurar outro planeta habitável) com o mistério do quarto da Murph. Trilha Sonora majestosa do Hans Zimmer, que nos faz querer pular da cadeira de emoção. Em várias cenas o filme homenageia o 2001: Uma odisseia do Espaço (1968), se você gosta de Ficção Cientifica, uma bela fotografia, roteiro inteligente e pitadas de Drama. Aqui você tem um prato cheio.

TORRENT 

Baixe: LegendasBrasil

• Título Original: Being John Malkovich
• Direção: Spike Jonze
• Roteiro: Charlie Kaufman
• Gênero: Comédia, Drama, Fantasia
• Origem: EUA
• Duração: 122 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Colorido
• Tamanho: 604MB
• Qualidade: 720p – MKV
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Um homem (John Cusack) consegue um novo emprego no 7º e meio andar de um edifício comercial, onde todos os funcionários devem andar curvados. Lá encontra uma porta, escondida, que leva quem ultrapassá-la até a mente do ator John Malkovich, onde pode permanecer durante 15 minutos, até ser cuspido numa estrada na saída de Nova Jersey. Impressionado com a descoberta, resolve alugar a passagem para outras pessoas, dentre elas o próprio John Malkovich.

 

TORRENT

Comentário:

Existencialista, filosófico, crítico, poético e genial. “Quero ser John Malkovich” é com certeza, um filme difícil de criticar e analisar. Conta com um excelente elenco, isso é, John Cusack,Cameron Diaz,Catherine Keener,Charlie Sheen e John Malkovich.Um brilhante enredo, acompanhado de um excelente roteiro, o longa apresenta um drama peculiar, uma comédia filosófica, uma aventura da mente  e além de tudo uma obra de ficção. O diretor teve a brilhante ideia de colocar um tema, não muito bem explorado no cinema, mas muito explorado na filosofia e na psicologia, do qual encanta e nos trás reflexões. O filme, além de tudo, aborda uma série de questões existencialistas, não que seja um filme moralista, mas de fato a obra nos faz pensar sobre “o ser em si”, abordando uma série de possíveis interpretações vinculadas à filósofos…

Não se trata de um filme qualquer, que poderia categorizar facilmente.”Quero ser John Malkovich” é um filme crítico e muito artístico. A interpretação perante ao filme pode vir de todos os lados. A questão existencial de que a existência precede a essência é criticada no filme, isso é, mesmo você existindo no corpo de outra pessoa, você tem uma essência. Não saberia dizer, se o roteirista impôs  Sartre ou Heidegger no filme, mas com certeza, o filme mostra a arte filosófica num tom de humor e ficção.

Também contamos com a questão do poder, outro tema do filme notável, isso é, você não gostaria de poder controlar outro ser humano? Eis uma pergunta para fazer o telespectador pensar:O poder corrompe ? Você gostaria de ser outra pessoa? Se gostaria, por que gostaria ? Será que você não está sendo controlado?.(Por que será que “The sims” é um dos jogos que as pessoas mais gostam…)

Conclusão: Excelente. Digno de cinemacultura e próprio para existencialistas. Seja qual for sua interpretação, não podemos negar que o filme é um exemplo de boa criatividade, do qual conta com uma boa fantasia, uma comédia e até mesmo, bons diálogos.

“Sorte você ser um macaco. Pois, consciência é uma coisa terrível. Eu penso, eu sofro.” 

@ogataogara

Obs: O filme ganhou uma série de prêmios e indicações- Inclusive Oscar, Globo de ouro, etc…

Dicas do tema:

“O Ser e o nada”-Sartre ;”Why can’t I be you?”-The cure; Jogo: The sims

• Título Original: Partner
• Direção: Bernardo Bertolucci
• Roteiro: Bernardo Bertolucci, Gianni Amico
• Gênero: Drama
• Origem: Itália
• Duração: 105 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Italiano
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Colorido
• Tamanho: 1,36GB
• Qualidade: DVDRip – avi
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Baseando-se livremente em O Duplo (1846), do genial Fiódor Dostoiévski, Bertolucci nos conta a história de Jacob, um estudante com idéias revolucionárias cuja existência solitária é abalada pelo aparecimento de seu duplo, que o incentiva a ter um maior engajamento político. Inspirado pelas teorias de Karl Marx, Sigmund Freud e Jean-Luc Godard, Bertolucci realizou um fascinante filme-manifesto que capta os principais dilemas da geração de 1968. Por isso, Partner é fundamental para a compreensão de Os Sonhadores (2003), filme do diretor sobre a mesma época

TORRENT

 

Comentário:

“Bernardo Bertolucci teve à capacidade de manusear uma obra cinematográfica, com excelentes diálogos, críticas à sociedade e ao próprio individuo, um roteiro filosófico expondo teorias do fetichismo de Marx, relacionando a  teoria de Freud, utilizando a dialética de Hegel, mostrando um pouco do cinema de Godard e contando com uma história à Dostoiévski. O que falar desse filme ? Genial, obscuro, filosófico, confuso, niilista e principalmente inteligente. Roteiro extremamente crítico e bem elaborado, contando com um enredo “complicado” e uma excelente interpretação do ator principal(Pierre Clémenti). A interpretação pode vir como você quiser, mas é um filme com grande sentido, percepção e concepção.

Sendo um pouco pessoal, confesso que me apaixonei por essa obra. Ela expõe a teoria da alienação de Marx, o Fetichismo da mercadoria (cena dos detergentes), a dialética de Hegel, o método socrático( A indagação confusa em quase todo o filme), a teoria de Freud do Ego,Superego e ID, a questão da ontologia de Kant( Cena do qual ele fala à respeito do objeto), teoria da dupla personalidade, do instinto, e ainda por cima, conta com um conto de Dostoiévski. Uma trilha-sonora erudita, uma boa interpretação do ator e algumas frases, fazem com que esse filme esteja na minha lista de prediletos.

“Vamos tirar as máscaras!” – Teoria das máscaras. Criamos uma máscara diante da sociedade, por anseios às nossas necessidades e desejos.

“O teatro é uma das vias que conduzem o homem à realidade.”

As coisas não são como nós vemos, nem como geralmente sentimos”– Teoria da crítica pura de Kant, teoria que pode ser vista também da dialética de Marx, ou em outra interpretação, Zizek com a visão em paralaxe.

“Porque?”

OBS: Deixei um pouco à “Grosso” modo à respeito das teorias filosóficas… (Propositalmente)

Ogata O’gara

@ogataogara

1• Título Original: Whiplash
• Direção: Damien Chazelle
• Roteiro: Damien Chazelle (roteiro)
• Gênero: Drama
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 106 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Colorido

O solitário Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista que sonha em ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música americana como fez Buddy Rich, seu maior ídolo na bateria. Após chamar a atenção do reverenciado e impiedoso mestre do jazz Terence Fletcher (JK Simmons), Andrew entra para a orquestra principal do conservatório de Shaffer, a melhor escola de música dos Estados Unidos. Entretanto, a convivência com o abusivo maestro fará Andrew transformar seu sonho em obsessão, fazendo de tudo para chegar a um novo nível como músico, mesmo que isso coloque em risco seus relacionamentos com sua namorada e sua saúde física e mental.

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BLURAY 720p 

Comentário:

Faz um tempo que não escrevo por aqui, mas pretendo voltar  com tudo! Depois de alguns cursos, leituras e muitos filmes vistos, acredito que posso compartilhar com vocês meu (des)talento para comentar e fazer “críticas”. Sem mais delongas, vamos ao filme “Whiplash”.

Eletrizante, empolgante e lição de vida.Contém uma das cenas mais “tensas” do cinema, ao menos quando tange a trilha sonora e a ótima atuação dos atores. O filme ganhou óscar de edição de som, melhor performance (J.K. Simmons) e edição de filme. A atuação de Simmons está pra lá de extraordinária, além da bela performance de Miles Teller.

A questão é: porque ver Whiplash?

Começando pela trilha sonora, não o fato mais importante, mas um dos, o filme expressa uma ótima trilha sonora, sendo extremamente perfeita a mixagem , além das belas músicas de Jazz que são exploradas no longa. Considerando a atuação, o filme é formidável, Miles Teller toca como um profissional, Simmons interpreta um professor extremamente rigoroso e pra lá de chato, com algumas cenas chocantes e eletrizantes, fazendo o telespectador não desgrudar da tela. O roteiro também não deixa a desejar, apesar de parecer um pouco “cru”, a forma como a história se desenvolve é que ganha o título de ótimo filme. Não podemos esquecer da fotografia que nos mostra uma ambientação “musical” e claro, as edições que deram os prêmios.

A sensação ao sair do cinema é  que que tocar bateria deve ser energizante. Esse filme mostra o lado técnico da corrida na perfeição da música, mas não de uma maneira parada, chata, ou romântica, mas sim real, crua, formidável.  A determinação que de ambos os lados, faz nos questionar se realmente queremos algo. Queremos ser um mero baterista ou um perfeito baterista?

Perder Whiplash seria como perder um concerto com Miles Davis. O longa tem muito mais que meias palavras. O correto para você cinéfilo é ver, baixar a trilha sonora e tentar bancar o baterista de um longa como esse.

@ogataogara

1• Título Orignal: Les Carabiniers
• Direção: Jean-Luc Godard
• Roteiro: Jean-Luc Godard (roteiro), Jean Gruault (roteiro), Beniamino Joppolo (peça teatral), Roberto Rossellini (roteiro)
• Gênero: Drama/Guerra
• Origem: França/Itália
• Duração: 85 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Francês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: P&B

Durante a guerra, soldados de um país fictício recrutam fazendeiros para lutar pelo Rei, na promessa de fortuna e diversão garantidas. Dois homens são convencidos por suas mulheres à irem, e lutam por meses nas barbáries da guerra sem fim, retornando para casa cansados, desmoralizados e apenas com uma pequena mala, onde dizem estar todas as belezas do mundo.

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TORRENT 

Comentário:

Ao cerne de um enredo bem elaborado, um roteiro inteligente e um drama fictício, Godard consegue mais uma vez, na sua maneira grosseira de expor suas ideias, elaborar uma crítica inteligente à sociedade.  A crítica de Godard vem à ser de caráter moralista, expondo de modo grosseiro à ingenuidade do ser humano, ainda abordando de maneira clássica o drama da guerra, e ainda contando com uma certa ironia ao decorrer do longa.

O que Godard quer nos mostrar com esse filme, pode vir a ser subjetivo para cada pessoa, assim como qualquer filme pode nos tocar de maneira diferenciada. Mas, ao meu ver, Godard utiliza-se da indagação, do método dialético, para abordar uma série de questões referentes  a sociedade do qual vivemos , contendo claramente nesse filme, a crítica a guerra desnecessária, a farsa da guerra e a tragédia do ser humano.

Esse longa que aborda a questão social da guerra, conta ainda com um certo tom de ironia,um notável, memorável humor negro e uma própria sátira ao ser humano diante da guerra.

O espanto do filme vem à ser a ontologia do ser humano. Quando digo ontologia, me refiro ao termo da “teoria do ser” simplificada, e posso estar sendo equivocado, mas Godard toca de maneira clara, o lado imbecil, ingênuo e “mal” do ser humano, visando expor ironicamente alguns pontos do que vem à ser o ser humano, diante da calamidade da guerra.

Digno? Digno…

@ogataogara

• Título Original: One Flew Over the Cuckoo’s Nest
• Direção: Milos Forman
• Roteiro: Bo Goldman, Lawrence Hauben
• Gênero: Drama
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 133 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Colorido

McMurphy (Jack Nicholson) pensa poder fugir do trabalho na prisão fingindo ser louco. Ele é então enviado a um sanatório, onde deve lidar com uma realidade triste e dura, além de ter que encarar a enfermeira Mildred Ratched (Louise Fletcher), que dificulta as coisas para ele.

700MB / AVI / IMDb / TRAILER

TORRENT 

 

“Deus escreve certo por linhas tortas. Às vezes, o velho e conhecido ditado se encaixa tão perfeitamente em determinadas situações de bastidores da indústria cinematográfica que até mesmo os quem não acredita Nele pensa duas vezes. Este é o caso do megasucesso dos anos 1970 “Um Estranho no Ninho” (One Flew Over the Cuckoo’s Nest, EUA, 1976). Planejado como um pequeno melodrama sobre inconformismo, a história sobre um homem rebelde e mentalmente são que é trancafiado num hospício conquistou um sucesso avassalador de público, tornando-se o segundo filme a conquistar as cinco principais categorias do Oscar. O que pouca gente sabe é que a produção levou quase duas décadas para sair do papel.

Na realidade, “Um Estranho no Ninho” deveria ter sido produzido em 1962, quando o ator Kirk Douglas, então um grande astro no ápice da carreira, comprou os direitos do romance de mesmo nome, escrito por Ken Kesey. Durante um ano, Douglas lutou para convencer os executivos dos grandes estúdios a financiar o longa-metragem, mas aquela era a época da Hollywood clássica, e um enredo que incentivava abertamente o inconformismo não era bem visto dentro dos círculos conservadores que dominavam a indústria. Literalmente todos os estúdios se recusaram a bancar a obra. Douglas acabou montando uma produção teatral no ano seguinte, e desistiu de fazer o filme.

Antes, enquanto tentava levar o projeto à frente, o ator havia chegado a bater um papo sobre o livro com o cineasta tcheco Milos Forman, que então ainda trabalhava no país natal. Douglas queria um diretor jovem, e sugeriu que Forman lesse o livro, tendo enviado um exemplar pelo correio para o cineasta. O romance nunca chegou (possivelmente confiscado pelos censores do então país comunista), e os dois passaram dez anos sem se falar depois disso. Em um mal-entendido clássico, Douglas pensou que Forman odiara o livro, e o tcheco achou que o astro de Hollywood simplesmente esquecera da promessa. Aparentemente, o conto rebelde de Ken Kesey não estava destinado a virar filme. Quem iria mudar isso seria um jovem cabeludo apaixonado pelo conto, que por coincidência era filho de Kirk: o futuro astro Michael Douglas.

Ator iniciante na primeira metade dos anos 1970, foi Michael quem percebeu que o mundo havia mudado, e que vivia a época perfeita para um filme sobre inconformismo. Na ocasião, os jovens norte-americanos experimentavam um período especialmente rebelde, com passeatas contra a guerra do Vietnã e resquícios da fase “amor livre” da era hippie. Ele e o experiente produtor Saul Zaentz decidiram levar o projeto adiante. Os grandes estúdios continuavam com medo do tema, mas a Warner liberou o orçamento minúsculo de US$ 4 milhões e topou a parada. Tendo acertado com o ícone da rebeldia juvenil da época, Jack Nicholson, para o papel principal, Douglas precisava gastar pouco com o diretor. E escolheu justamente Milos Forman, então iniciando carreira em Hollywood. Parece ou não parece algo mágico?

Desde o princípio, Forman viu a história do jovem rebelde enviado para testes psiquiátricos num Manicômio Judiciário como uma metáfora para a situação de seu país de origem, a Tchecoslováquia. Foi ele quem tomou a decisão de hospedar os atores dentro de um manicômio de verdade, onde todos puderam viver durante dez dias como pacientes, e depois gravar o filme inteiro em seqüência, ali mesmo, usando os loucos como extras. A atitude permitiu que cada ator trabalhasse as nuances de seus personagens, e o resultado transparece na tela: cada integrante do grupo de pacientes que convive com McMurphy, mesmo aqueles com pouco tempo de tela, parece uma pessoa de carne e osso, com sentimentos e uma história pessoal.

As performances ainda foram turbinadas por uma técnica rara no cinema, adotada por Forman: ele filmava todas as cenas em longas tomadas, sem dizer aos atores para quem a câmera estava apontada. Como ninguém sabia quando seria focalizado, todos permaneciam interpretando o tempo todo. Daí as atuações cheias de energia de Jack Nicholson – impagável, na pele do rebelde que luta com todas as forças para que os pacientes comecem a pensar por si próprios – e Louise Fletcher (a enfermeira-chefe, Ratchett), cujo rosto impassível faz o contraponto perfeito à expressão gozadora de Nicholson.

O resultado é um perfeito melodrama agridoce, ao mesmo tempo amargo e encharcado de esperança, com muitos momentos emocionantes (toda a seqüência da pescaria, o final arrasador), de fazer os espectadores mais sensíveis se debulharem em lágrimas. A subtrama que envolve o tímido jovem Billy (Brad Dourif, indicado ao Oscar de ator coadjuvante na sua estréia cinematográfica) é magnífica, extremamente tocante, e sozinha poderia ter sido transformada em um belo filme. Influenciou todas as obras inconformistas feitas a partir dele, como “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989) e “Um Sonho de Esperança” (1994).

A edição especial em DVD é dupla e caprichada. No disco 1 vem o filme restaurado, com ótima qualidade de imagem (widescreen 1.85:1 anamórfica) e som (Dolby Digital 5.1). Um comentário em áudio reúne o diretor e os produtores Michael Douglas e Saul Zaentz. O disco 2 tem um documentário bastante informativo (47 minutos), oito cenas deletadas e um trailer. A Warner também lançou o filme em disco simples e sem extras.”

Fonte: www.cinereporter.com.br

• Título Original: Fear and Loathing in Las Vegas
• Direção: Terry Gilliam
• Roteiro: Hunter S. Thompson, Terry Gilliam
• Gênero: Drama, Aventura, Fantasia
• Origem: EUA
• Duração: 118 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Colorido

Enviado para Las Vegas para cobrir o Mint 400, uma corrida de motos no deserto, o jornalista Dr. Thompson (Johnny Depp) e seu advogado (Benicio Del Toro) se encontram numa cidade onde somente drogas poderosas podem fazer com que as coisas sejam ligeiramente normais.

 

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TORRENT 


Antes de qualquer palavra sobre o filme, é preciso situar-se na época de quando essa história foi escrita. O ano era 1971, os Estados Unidos e o resto do mundo entraram de vez no clima de “O Sonho Acabou”, em oposto aos anos 60 e o summer of love, símbolos de uma geração que acreditava em mudanças e conquistou o direito de ser livre. Foi em 1971 que Jim Morrison morreu e Nixon foi eleito a personalidade do ano pela revista Time. Era o fim da esperança da contracultura, o fim de uma ilusão que durara quase uma década, era o fim de uma geração e o início de sua decadência. Acostumados a se drogar com a ilusão de que tal ato traria paz e amor ao mundo ao redor deles, agora eles se drogavam para se anestesiar da realidade, para se entorpecer e viver no próprio mundo onde tudo poderia ser do jeito que quisessem. Foi em 71 que Hunter Thompson escreveu o livro Medo e Delírio em Las Vegas, talvez um dos relatos mais significativos da época, onde Thompson relatou de uma maneira própria uma viagem sua que havia feito para Las Vegas, a cidade dos excessos, em busca da alma do sonho americano.

No filme seu alter-ego é Raul Duke (Johnny Depp), um jornalista enviado a Vegas para cobrir uma corrida de motos no deserto e uma conferência sobre drogas, e junto com ele seu advogado Dr. Gonzo (Benicio del Toro, irreconhecível). Os dois partem para Las Vegas com um conversível e algumas malas – uma, em especial, contém grande parte das substâncias psicotrópicas conhecidas pelo homem até hoje, como mescalina, LSD, cocaína, heroína, peyote, éter, de tudo um pouco. Duke, um tipo esquisito, careca, sempre fumando com a sua piteira e com seus óculos de sol de lente laranja, e Dr. Gonzo, espalhafatoso, gordo e repulsivo, talvez o que mais abusa das drogas na viagem, chegam em Vegas já em um estado bastante avançado de loucura, onde se hospedam em um caro hotel da região, pago pela revista a qual Duke deve escrever o artigo. A corrida de motos ocorre no dia seguinte, Duke estava entorpecido demais para escrever um artigo sério para a revista, portanto ele escreve algumas linhas sobre a corrida e durante o resto da viagem nem sequer toca naquele material. Para Duke, agora ele queria uma viagem ao coração do Sonho Americano, ele queria chegar tão perto a ponto de senti-lo. Logo Duke e Dr. Gonzo se vêem completamente chapados em um quarto de hotel completamente desfigurado, os dois tomados pela paranóia das bad trips de tanta droga consumida, e Duke procurando um propósito para tudo aquilo.

A história do filme não passa muito mais do que isso, pois há apenas um fio de enredo que desencadeia diversas cenas casuais que se tornam extraordinárias devido ao estado dos protagonistas. Medo e Delírio é um filme pra se sentir, ao invés de tentar entendê-lo, isso devido ao esforço de Terry Gilliam em transmitir a sensação dos protagonistas a todo momento, sendo que eles estão drogados em todas as cenas do filme, e mesmo assim Gilliam constrói tudo de forma original sem ser muito cansativo. A câmera é ligeiramente desconfortável no começo do filme, é preciso acostumar-se com uma câmera que flutua entre os atores, e enquadramentos estranhos, mas quando entende-se a proposta do filme fica fácil se acomodar com coisas que em outros filmes seriam bastante exóticas. Gilliam também acerta ao não tentar explicar ou colocar alguma moral no filme, se há algo do gênero seria a frase que dá o tom do filme, “Aquele que faz de si um animal se livra da dor de ser humano”.

Zippo.

@lukabrandi

• Título Orignal: Kids
• Direção: Larry Clark
• Roteiro: Larry Clark (história), Harmony Korine (roteiro), Jim Lewis (história)
• Gênero: Drama
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 91 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Colorido

Nova York serve de cenário para mostrar o conturbado mundo dos adolescentes, que indiscriminadamente consomem drogas e quase nunca praticam sexo seguro. Um garoto, que deseja só transar com virgens, e uma jovem, que só teve um parceiro mas é HIV soropositivo, servem de base para tramas paralelas, que mostram como um adolescente pode prejudicar seriamente sua vida se não estiver bem orientado.

700MB / AVI / IMDb / TRAILER

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Kids é um daqules  filmes que provavelmente pode-se ter muitas críticas. Eu gostaria apenas de mostrar que Kids é um filme excelente,  extramamente autêntico e moralista.

Por quê falar do filme Kids? À primeiro momento, eu acho que o filme já é uma crítica à própria sociedade, em especial, aos adolescentes norte-americanos que vivem de certo modo, numa vida “Underground”, suja, e sem educação.

Ao meu ver, não é um simples filme de lazer, e sim um filme que quer mostrar, claramente, questões que na época, e até hoje, são problemas.

Uma das coisas abordadas no filme, é a questão da sexualidade, do não uso da camisinha, de um certo ponto de vista, uma crítica à sociedade, a revolução sexual, o mundo das drogas,  o preconceito racial, e a “má educação” social.

Não só vendo o lado social, temos que refletir o lado do “individúo”, que percebe-se que no fiilme, o diretor Larry Clark tenta demonstrar de todas as maneiras as diferenças e semelhanças entre os adolescentes.

Apesar de ser um filme crítico, também temos um drama envolvente.

Por fim(poderia me extender muito mais…) é um filme, de certo modo, pesado na questão dramática e crítica.

Digno do cinemacultura.

Ogata O’gara

1• Direção: Carlos Reichenbach
• Roteiro: Carlos Reichenbach (roteiro)
• Gênero: Drama
• Origem: Brasil
• Duração: 105 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Português
• Legenda: S/L
• Cor: Colorido

Silmara, uma operária especializada de grande beleza, se envolve com dois mitos da música popular. Com cada um deles ela irá experimentar lições traumáticas de vida.

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Resenha por F.Ogata – Lobo Larsen-

O Brasil tem uma capacidade enorme em produzir obras que se tornam desconhecidas por falta de distribuição. Em parte é culpa da falta de distribuidoras qualificadas para tal, como também falta de distribuidoras, incentivos do estado, muita politicagem, problemas econômicos, falta de investimento e outras questões sociológicas culturais. O fato é que Falsa loura é um daqueles filmes que deveriam ter tido um carisma maior. Não é que  seja um longa excelente, com proporções internacionais, artístico, mas é um longa com uma capacidade desperdiçada.

Rosanne Mulholland, que faz o papel de Silmara, faz uma atuação boa, com algumas cenas um pouco forçadas, mas em geral passando um ar de Garota da periferia que tem seus problemas, cuidados e anseios.O roteiro é dramático, cheio de conflitos reais que normalmente ocorrem no Brasil,  não deixando a desejar. Combinados com fatores filosóficos e um pouco de comédia real, ganha o rótulo de roteiro bom. A fotografia é interessante. Cenas mostrando a periferia de São Paulo, a ambientação casual, caseira, um pouco amadora, mas no fundo crítica. A trilha sonora é um problema nesse filme, apelaram para algumas músicas sem qualidade, novamente amadoras.

A questão desse filme é porque ele foi subestimado? problemas financeiros, distribuição, falta de apoio, etc., fizeram  um filme com grande potencial se tornasse um filme amador. Vale à pena ver? Sim, vale. É um filme nacional, merece nosso respeito pelo esforço da direção e atuação de Rosanne.

• Título Original: Noce Blanche
• Direção: Jean-Claude Brisseau
• Roteiro: Jean-Claude Brisseau
• Gênero: Drama, Romance
• Origem: França
• Duração: 92 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Francês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Colorido

Um professor de filosofia descobre uma aluna complicada, garota de 17 anos que tem uma cínica e lúcida visão do mundo. Ele se envolve com ela enquanto a ajuda na rotina dos estudos e acaba se apaixonando. Quando ele confronta seu trabalho com a realidade decide continuar vivendo com sua esposa. Mas a moça não aceita.

 

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TORRENT 

Sutil, dramático e sobretudo sensual. O filme que conta com um roteiro romântico, não muito incomum, aberto a várias críticas e que contém  uma atriz de caráter bem sensual, pode passar para além das expectativas cinéfilas.

A história envolve um pouco de filosofia, expondo trechos da filosofia de Bergson, Nietzsche e até mesmo o pai da psicologia Freud, ainda que no enredo do longa, podemos fazer analogias com tais filosofias. Embora não se tenha uma filosofia técnica no filme, como nos filmes de Godard, ainda podemos considerar um filme de ética, filosofia  e com características dramáticas. Destacável a presença de belas fotografias e imagens no filme e, a cenas sensuais da bela atriz que interpreta a pequena estudante.

O filme por detrás de toda a aparência sensual, nos apresenta questões para serem refletidas. A velha questão da idade e da maturidade para a relação sexual, a questão da traição (como quase todo filme de romance nos apresenta) e  poderia até refletir uma abordagem do inconsciente. O longa é uma obra leve, mas não é um filme neutro e até pode impressionar.

Fica à dica para todos os fãs de cinema europeu, com a bela linguagem francesa, a bela poesia das falas e com a sensualidade europeia. Digno de cinema e cultura.

“Somos todos crianças e é duro quando ilusões são destruídas”

@ogataogara

• Título Original: La Moustache
• Direção: Emmanuel Carrère
• Roteiro: Jérôme Beaujour, Emmanuel Carrère
• Gênero: Drama, Mistério, Thriller
• Origem: França
• Duração: 87 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Francês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Colorido

Num dia qualquer Marc (Vincent Lindon) decide tirar o bigode, que é sua marca registrada há anos. Quando Agnès (Emmanuelle Devos), sua mulher, volta das compras, não percebe nada de diferente. Quando ele pergunta a Agnès sobre a retirada do bigode, ela responde que ele nunca teve bigode. O mesmo acontece com os amigos e com os colegas de trabalho: ninguém repara na mudança. Acreditando estar ficando louco, Marc inicia um questionamento sobre a própria existência e os mecanismos do universo.

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TORRENT

La Moustache é um filme no mínimo intrigante. Existencialista ao extremo, niilista e até posso denominar confuso.

Basicamente, filmes franceses me atraem, na verdade mais as francesas, mas confesso que sou um amante de filmes franceses.

La Moustache, como tinha dito, é um filme intrigante, do começo ao final, você fica tentando entender a história, ás vezes faz sentido, ás vezes nenhum sentido..  O que chama atenção para esse filme, não é a imagem, efeitos, fotografia, atores, moral, nada disso, basicamente o enredo e o roteiro do filmeque são excelentes. A indagação que se aproxima da loucura é atraente nesse filme. Além de deixar você confuso e preso na tela, também faz você dar umas risadas de puro “drama confuso”.

Não me extendo mais nesse filme, pois, se falar mais, acaba a graça do filme. Se você adora filmes confusos, e aparentemente sem sentido, então irá adorar.

Filmes bons aqui é o que não falta.

Ogata O’gara

• Título Original: Closer
• Direção: Mike Nichols
• Roteiro: Patrick Marber, Patrick Marber
• Gênero: Drama, Romance
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 100 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Colorido

Anna (Julia Roberts) é uma fotógrafa bem sucedida, que se divorciou recentemente. Ela conhece e seduz Dan (Jude Law), um aspirante a romancista que ganha a vida escrevendo obituários, mas se casa com Larry (Clive Owen). Dan mantém um caso secreto com Anna mesmo após ela se casar e usa Alice (Natalie Portman), uma stripper, como musa inspiradora para ganhar confiança e tentar conquistar o amor de Anna.

 

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• Título Original: Rio Bravo
• Direção: Howard Hawks
• Roteiro: Jules Furthman, Leigh Brackett
• Gênero: Drama/Faroeste/Romance
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 141 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês/Espanhol
• Legenda: PT-BR (Não incluso)

 

De um lado está um exército de pistoleiros, espreitando para libertar um assassino frio da cadeia. Do outro lado está o xerife John T. Chance e seus dois auxiliares: um beberrão e um alejado. Façam suas apostas. John Wayne é John T. Chance em “Onde Começa O Inferno”, um faroeste clássico e enxuto, reunindo bravos heróis e uma trama emocionalmente forte. A ele juntaram-se Dean Martin, como seu auxiliar alcoólatra; Walter Brennan, como seu velho auxiliar resmungão, cujo espírito supera seu andar vagaroso; Rocky Nelson, como um jovem pistoleiro querendo provar o seu valor; e Angie Dickinson, uma mulher determinada a conquistar Chance.

 

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TORRENT 

 

É importante dizer, antes de mais nada, que o gênero Western não começou nos anos 40 ou 50, época de ouro dos faroestes americanos, com exemplos clássicos como “O Tesouro de Sierra Madre” (1948), “Johnny Guitar” (1954) ou o pai da linguagem western “No Tempo das Diligências” (1940), mas foi na verdade um dos primeiros gêneros cinematográficos de todos, isso devido ao marco “O Grande Roubo do Trem” (1903), filme mudo disponível no youtube aqui. Como Clint Eastwood – grande astro dos faroestes italianos e do movimento revisionista – certa vez disse, o western é, junto com o jazz, a única forma de arte genuinamente americana. O que acontece é que o filme de faroeste, para o expectador de primeira viagem, pode assustar por ter essa linguagem tão própria e característica, que hoje em dia, infelizmente, soa datada – mas não é. Experimente assistir de mente aberta para aproveitar mais. Apesar dos planos americanos (que mostram o ator do joelho para cima – um recurso criado para o expectador ver o ator e arma em um mesmo enquadramento -, muito usado hoje em dia em sitcoms como Two and a Half Man ou Friends), característicos dos anos 40, estarem sempre dando aquela sensação de incredibilidade, ou as atuações dá época, demasiadamente teatrais para um filme, desviando a atenção do foco, é possível sim se iniciar no mundo western sem necessariamente passar por uma sensação de estranheza. Experimente assistir “Bravura Indômita” (2010), refilmagem dos irmãos Coen para o clássico filme de 1969 estrelado por John Wayne, atualmente em cartaz nos cinemas nacionais.

“Onde Começa o Inferno” é o típico small town western, ou seja, não espere que os personagens saiam desbravando o interior americano com paisagens de tirar o fôlego, ou combates épicos contra os índios, isso porque o filme se passa todo dentro de uma cidade só (chamada Rio Bravo) e os cenários indoor são sempre os mesmos: A delegacia, a estalagem e o bar, com algumas variantes. Mas isso não impede o filme de persuadir o espectador à um estado de imersão, pelo contrário, nós nos sentimos iguais aos personagens, como se nós fôssemos também habitantes locais e amigos dos protagonistas.

Acompanhamos o xerife da cidade, John T, interpretado pelo Maior Ícone da história dos westerns, o mito, a lenda chamada John Wayne, que dessa vez faz a autoridade policial local, diferente da maioria de seus outros papéis onde ele faz o típico fora-da-lei machão mas de moral intocável, uma espécie de Robin Hood cowboy. A trama se desenvolve conforme John T. vai se encontrando gradativamente em uma difícil situação: Ele prende um sujeito que havia matado um homem à sangue frio no saloon da cidade, que por infeliz coincidência acaba por ser o irmão de um rico dono de terras, chamado Burdette. Burdette é famoso por ter em seu poder um pequeno exército de quase 40 homens armados, prontos para invadir a delegacia à qualquer momento, à qualquer custo. Mesmo com toda essa pressão, John T. não recua e responde à altura , diz que não deixará o homem sair de lá até ter pago sua dívida com a sociedade. Para tanto, ele conta com a ajuda de Stumpy (Walter Brennan, não perde o tom nunca), um velhinho que mal consegue andar, mas que não o impede de ficar sentado numa cadeira pronto para explodir os miolos de qualquer um que se aventure a adentrar a delegacia sem se identificar; Dude (Dean Martin, famoso artista americano, foi um premiado ator de cinema e televisão, além de músico), um alcoólatra que um dia já teve uma das pontarias mais rápidas do oeste – isso quando não está tremendo devido à abstinência alcoólica ou, propriamente dito, bêbado; O xerife ainda conta mais tarde com o grande apoio do jovem Colorado (Ricky Nelson, outro cantor que faz sua estréia no cinema nesse filme – ele inclusive solta a garganta junto com Dean Martin, em uma bela cena de confraternização na delegacia), um pistoleiro que, apesar de novo, prova ser muito valioso e muito talentoso também…

A história se desenvolve a partir deste conflito, com Burdette e John T trocando ameaças (e respondendo-as também), até que uma situação se apresenta para definir o fim da história. Howard Hawks filma como um mestre, faz aqui um de seus melhores trabalhos, ao lado de obras notáveis como El Dorado (1966, outro western), Os Homens Preferem as Loiras (1953, com a diva Marylin Monroe), Sargento York (1941) o primeiro Scarface (1932), e, por fim, sua obra-prima de um timing que faria Aaron Sorkin, roteirista de A Rede Social, colocar uma corda em seu pescoço e com um sorriso no rosto, pular da torre Eiffel – estou me referindo à comédia romântica Jejum de Amor (1940). Afinal, fazer John Wayne interpretar com romantismo (!) cenas de amor com Feathers, personagem de Angie Dickinson (linda, linda, linda nesse filme, viria a fazer anos mais tarde Vestida Para Matar, de Brian dePalma) é realmente obra de um diretor que realmente sabia o que estava fazendo.

Visualmente falando, o filme não inova, e nem se propõe a tal. Não há um único close-up em nenhum ator durante o filme, as cenas são sempre filmadas à certa distância, de modo que o espectador veja vários personagens em cena ao mesmo tempo que a ação acontece – nada como hoje em dia, que quando a célula de um personagem morre o diretor tem que cortar para mostrar tal evento, tão significativo para a trama. Há boatos também que a cidadecenográfica do filme foi construída em uma escala reduzida, o que faria com que os personagens se destacassem, além de mostrar a grandeza de cada um. O mais interessante aqui é o sublime trabalho subliminar do diretor, ou seja, a construção da tensão, não por cena, mas durante o filme inteiro. Isto é, as cenas trabalham juntas para chegar ao ápice de tensão concebido ao clímax do filme. No fim, a impressão que fica de Onde Começa o Inferno é que tudo não passa de apenas outro dia de trabalho no Oeste, para essas pessoas, tão corajosas, que têm de lidar com essa vida duríssima de privação de quase qualquer luxo possível na época, apesar de se tratar de uma história de superação, determinação e – o mais requisitado no Oeste Selvagem – os bons e velhos culhões. Como eu disse, para eles, John T e seus amigos, tudo não passa de mais uma aventura normal, advinda de se viver em um lugar tão inóspito e brutal com seus habitantes – The Wild West.

Zippo.

@lukabrandi

 
 
 

• Título Orignal: Twelve Monkeys
• Direção: Terry Gilliam
• Roteiro: Chris Marker (filme de 1962), David Webb Peoples (roteiro), Janet Peoples (roteiro)
• Gênero: Ficção Científica/Suspense
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 129 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Colorido

Em 2035, Cole é enviado de volta no tempo para encontrar informação sobre um vírus mortal que veio a matar cinco bilhões de pessoas em 1996-1997, porém, ele acaba sendo enviado por engano para 1990, onde é mandado para um sanatório por pensarem que está louco. Finalmente depois de fugir do sanatório e conseguir ir para o ano de 1996, ele sequestra Railly, usando-a para ajudar a encontrar o grupo 12 Macacos, que supostamente tem envolvimento com a liberação do vírus mortal para a humanidade.

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BLURAY

Baixe: LegendasBrasil

• Título Original: Taxidermia
• Direção: György Pálfi
• Roteiro: György Pálfi, Lajos Parti Nagy, Zsófia Ruttkay
• Gênero: Comédia, Drama, Terror
• Origem: Hungria, Áustria, França
• Duração: 91 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Húngaro, Inglês, Russo
• Legenda: PT-BR (Não incluso)
• Cor: Colorido

Inspirado pelos contos do escritor Lajos Parti Nagy, este segundo filme do realizador húngaro György Pálfi envolve-nos numa insólita e fascinante narrativa, que atravessa várias décadas e nos revela três gerações de homens com obsessões e comportamentos muito peculiares. O primeiro segmento é passado na 2ª Guerra Mundial e aí conhecemos o soldado Moroscovany, um obcecado sexual que sonha ser capaz de ejacular chamas e que tem uma carinho muito especial pela portentosa mulher do seu superior hierárquico; o segundo segmento centra-se em torno de Balatony, um glutão mórbido que não perde ocasião de se empaturrar até ao limite; finalmente temos a história de Lajos, um taxidermista cuja obsessão é levar a sua arte às últimas consequências, ou seja, o corpo humano.

 

694MB / AVI / IMDb / TRAILER

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