Archive for the ‘#Bernardo Bertolucci’ Category
Partner (1968)
• Título Original: Partner
• Direção: Bernardo Bertolucci
• Roteiro: Bernardo Bertolucci, Gianni Amico
• Gênero: Drama
• Origem: Itália
• Duração: 105 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Italiano
• Legenda: PT-BR
• Cor: Colorido
Baseando-se livremente em O Duplo (1846), do genial Fiódor Dostoiévski, Bertolucci nos conta a história de Jacob, um estudante com idéias revolucionárias cuja existência solitária é abalada pelo aparecimento de seu duplo, que o incentiva a ter um maior engajamento político. Inspirado pelas teorias de Karl Marx, Sigmund Freud e Jean-Luc Godard, Bertolucci realizou um fascinante filme-manifesto que capta os principais dilemas da geração de 1968. Por isso, Partner é fundamental para a compreensão de Os Sonhadores (2003), filme do diretor sobre a mesma época
“Bernardo Bertolucci teve à capacidade de manusear uma obra cinematográfica, com excelentes diálogos, críticas à sociedade e ao próprio individuo, um roteiro filosófico expondo teorias do fetichismo de Marx, relacionando a teoria de Freud, utilizando a dialética de Hegel, mostrando um pouco do cinema de Godard e contando com uma história à Dostoiévski. O que falar desse filme ? Genial, obscuro, filosófico, confuso, niilista e principalmente inteligente. Roteiro extremamente crítico e bem elaborado, contando com um enredo “complicado” e uma excelente interpretação do ator principal(Pierre Clémenti). A interpretação pode vir como você quiser, mas é um filme com grande sentido, percepção e concepção.
Sendo um pouco pessoal, confesso que me apaixonei por essa obra. Ela expõe a teoria da alienação de Marx, o Fetichismo da mercadoria (cena dos detergentes), a dialética de Hegel, o método socrático( A indagação confusa em quase todo o filme), a teoria de Freud do Ego,Superego e ID, a questão da ontologia de Kant( Cena do qual ele fala à respeito do objeto), teoria da dupla personalidade, do instinto, e ainda por cima, conta com um conto de Dostoiévski. Uma trilha-sonora erudita, uma boa interpretação do ator e algumas frases, fazem com que esse filme esteja na minha lista de prediletos.
“Vamos tirar as máscaras!” – Teoria das máscaras. Criamos uma máscara diante da sociedade, por anseios às nossas necessidades e desejos.
“O teatro é uma das vias que conduzem o homem à realidade.”
“As coisas não são como nós vemos, nem como geralmente sentimos”- Teoria da crítica pura de Kant, teoria que pode ser vista também da dialética de Marx, ou em outra interpretação, Zizek com a visão em paralaxe.
“Porque?”
OBS: Deixei um pouco à “Grosso” modo à respeito das teorias filosóficas… (Propositalmente)
Ogata O’gara
Era uma vez no Oeste (1968)
• Título Original: C’era una Volta il West
• Direção: Sergio Leone
• Roteiro: Dario Argento, Bernardo Bertolucci, Sergio Leone, Sergio Donati, Mickey Knox
• Gênero: Drama/Faroeste
• Origem: Estados Unidos/Itália
• Duração: 165 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diáologo: Inglês
• Legenda: PT-BR
• Cor: Colorido
Jill (Claudia Cardinale) é uma ex-prostituta de New Orleans que largou a vida na cidade grande para casar com Brent McBain (Frank Wolff), um sonhador dono de uma propriedade no meio do nada, viúvo e pai de três lindas crianças. Quando Jill chega à fazenda “Água Doce”, encontra uma chacina realizada na sua nova família pela posse das terras da família, que em breve será caminho de uma importante ferrovia. Em seu caminho surge o mocinho “O Gaita” (Charles Bronson), exímio pistoleiro que tem contas a acertar com Frank (Henry Fonda). Há ainda o vilão com pinta de herói Cheyenne (Jason Robards), que apesar de assassino, age com os mocinhos para provar sua inocência no caso.
Último Tango em Paris (1972) *Director’s cut
• Título Original: Ultimo tango a Parigi
• Direção: Bernardo Bertolucci
• Roteiro: Bernardo Bertolucci (argumento e roteiro), Franco Arcalli (roteiro), Agnès Varda (diálogos adicionais)
• Gênero: Drama/Romance
• Origem: França/Itália
• Duração: 136 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diáologo: Inglês | Francês
• Legenda: PT-BR
• Cor: Colorido
Ele é um americano de 45 anos morando em Paris, atormentado pelo suicídio de sua esposa. Ela é uma beldade parisiense de 20 anos, noiva de um jovem cineasta. Sem querer saber os nomes um do outro, estas duas almas torturadas se unem para satisfazer seus desejos sexuais em um apartamento tão vazio como suas trágicas e sombrias vidas. Arrebatados em uma dança carnal frenética que eles parecem incapazes de interromper, esses dois amantes improváveis levam sua paixão a alturas e profundezas eróticas acima de qualquer coisa que eles jamais haviam imaginado…
Sonhadores, Os (2003)
• Título Orignal: The Dreamers
• Direção: Bernardo Bertolucci
• Roteiro: Gilbert Adair (romance e roteiro)
• Gênero: Drama
• Origem: França/Itália/Reino Unido
• Duração: 115 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diáologo: Inglês/Francês
• Legenda: PT-BR
• Cor: Colorido
Matthew é um jovem que, em 1968, vai estudar em Paris. Lá ele conhece os irmãos gêmeos Isabelle e Theo. Os três logo se tornam amigos, dividindo experiências e relacionamentos enquanto Paris vive a efervescência da revolução estudantil.
Comentário/Crítica:
Acredito que seja a terceira, ou quarta vez que tento escrever uma crítica, ou um comentário a respeito do grandioso filme “Os sonhadores”. Confesso que talvez esta critica/comentário não seja definitiva, existe sempre uma nova leitura do filme, além de correções, inovações que vão sendo acrescentadas na minha visão do longa, ainda que quando revejo o filme, normalmente apreendo algo diferente, múltiplas variações de percepções,etc., mas, sem mais delongas, vamos lá e peço perdão por possíveis erros.
Bernardo Bertolucci é um dos diretores que mais trabalha com “afetos”, com temas sexuais, paixões de todo o tipo e inúmeras variações sobre sentimentos humanos, e The dreamers não deixa de ser o caso. Os Sonhadores, ou “The Dreamers” é uma obra inusitada, carrega sentimentos variantes ao decorrer do longa, paixão, comédia, drama, tragédia, diálogos, sexo e sobretudo cinema, arte e música. Com um roteiro interessante e até exótico, enredo que prende o telespectador, Eva Green e sua delicada beleza sensual, Louis Garrel com o ar imponente francês e, o lado norte-americano de Michael Pitt fazem os atores principais de uma das obras que podem marcar sua sua vida como cinéfilo.
Há de se perguntar o que há de tão “belo e bom” no longa, e a resposta não é tão simples… os atores fazem o charme, a história talvez um pouco incomum prende o telespectador. Sexo, arte e cenas de outros filmes fazem com que cinéfilos fiquem entusiasmados ao ver, algumas cenas sexuais e criativas dão um tom erótico, frases e poesias no decorrer dos diálogos prendem alguns intelectuais (ou pseudo), roteiro que tange sutilmente questões éticas e políticas encantam alguns filósofos, personalidades marcantes e carismáticas dos personagens nos fazem nos encontrarmos neles, portanto, o filme quase que agrada à todos, mas não todos. (A crítica normalmente vem do fato de que o longa trabalha muito com questões eróticas, não agradando toda faixa etária e todo o público, além do apelo sexual.)
Sublime, poético e sensual são três adjetivos para esse filme, mas ao mesmo tempo é metafórico, filosófico, sujo, insano, erótico, criativo, apelativo, e outros quinhentos adjetivos.
Um ponto forte do filme são as características eloquentes dos personagens, a psicologia que se observa através do filme, as possíveis interpretações a respeito da relação entre os três, além da filosofia de vida de cada personagem. O filme ainda faz menções a outros filmes de outros diretores, como “Vivre Sa vie” de Godard, “Bande à part”, etc., Além da trilha sonora que não deixa de ser marcante.
E quanto as interpretações sobre o filme? uma informação que parece ser verídica é que esse filme é uma sequência de outro filme: “Partner-1968″. Alguns críticos dizem que para entender realmente o que Bertolucci quer dizer no filme Os sonhadores, seria preciso ver “Partner”, para observar as relações do eu consigo mesmo, da identificação e diferença entre o id, ego e superego. Para quem não viu “Partner”, aconselho ganharem tempo com essa obra. Além da interpretação sequencial e “psicológica” dos “sonhadores”, há também outras. Evidente que qualquer um pode ver o filme e interpretar de certo maneira, pois, devida as nossas percepções e experiências de vida diferentes, podemos analisar de diferentes maneiras, interpretar como quisermos.. talvez seja algo da arte!? (deixamos essa questão da filosofia da arte e estética pra outra hora) Mas e a intenção de Bertolucci? O que ele realmente quer dizer no filme? Não quero fazer Spoiller, mas o filme toca em questões de afeto, amizade, amor e família.
Vejo o filme como um punhado múltiplo de filosofias, isso é, podemos analisar ou observar no filme a filosofia de Deleuze, de Nietzsche, Freud, mas isso não quer dizer que o filme seja Deleuziano, Freudiano, mas é relevante deixar claro que Bertolucci deixou em aberto algumas interpretações, como muitos outros filmes também o fazem.
Mas seja lá como for seu ponto de vista, acho que o filme é digno do cinema cultura, vale a pena para qualquer cinéfilo ver, analisar, fazer sua própria interpretação. Mas então, o filme é Bom? ruim? eu diria que o filme é artístico sobretudo, com toques eróticos, poéticos, mas artístico. Qualquer pessoa vai gostar? Não, mas grande parte dos cinéfilos provavelmente. (Não conheci ninguém que não gostou até hoje…)
F.M.Ogata- Lobo Larsen - Meu blog
La Luna (1979)
• Título Original: La Luna
• Direção: Bernardo Bertolucci
• Roteiro: Franco Arcalli (história), Bernardo Bertolucci (história e roteiro), Giuseppe Bertolucci (história e roteiro), Clare Peploe (roteiro), George Malko (adaptação para o inglês)
• Gênero: Drama
• Origem: Estados Unidos/Itália
• Duração: 142 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diálogo: Inglês/Italiano
• Legenda: PT-BR
• Cor: Colorido
Cantora americana de ópera viaja com seu filho adolescente Joe para uma longa turnê na Itália. Absorvida por seu trabalho, Caterina choca-se com a descoberta de que seu problemático e solitário filho está viciado em heroína. Seu desepero em ajudar a curar seu filho resulta numa realação incestuosa entre eles e, além disso, na possibilidade de um reecontro dele com seu pai verdadeiro, cuja existência ela sempre manteve em segredo.